Assim que Célia terminou de falar, os olhares das duas mulheres ao seu lado se tornaram ainda mais desdenhosos em direção a Bruna.
— Um motorista da família Braga? Como você consegue engolir qualquer coisa?
— Sua irmã é bem esperta, Célia. Gasta o dinheiro do namorado mais velho para bancar o motorista da família Braga. Olhe as roupas que ela está usando, que motorista poderia pagar por isso?
Célia notara o vestido de Bruna desde o início.
Não só o modelo era moderno, mas os diamantes espalhados pelo tecido, como se não custassem nada, exalavam luxo.
Comparado ao seu próprio vestido, o de Bruna era muito mais suntuoso.
Célia bufou.
— Não se enganem com a aparência de rica da minha irmã. Na verdade, ela é uma pessoa desprezível e pobre de espírito. Senão, não teria usurpado minha identidade como herdeira da família Ramos por dezoito anos.
— Ai!
Assim que Célia terminou de falar, uma senhora com aparência de socialite, que estava perto de Bruna, soltou um grito.
A atenção de todos se voltou para ela.
— Droga! Onde está o meu anel? Estava aqui na mesa agora mesmo!
A socialite estava coberta de joias, com anéis em todos os dez dedos.
Ela não quis que o garçom lhe servisse um pedaço de bolo e, ao fazê-lo ela mesma, tirou o anel de esmeralda do polegar direito e o colocou sobre a mesa. Em um piscar de olhos, ele desapareceu.
Bruna era a pessoa mais próxima, e o olhar acusador da mulher se fixou nela.
— Foi você quem roubou meu anel?
Bruna franziu a testa.
— Eu não peguei seu anel.
— Você era a pessoa mais perto de mim. Se não foi você, quem foi?


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