Ao ouvir as palavras de Célia, Plínio paralisou.
Sua mente ficou em branco.
Quando Célia desligou o telefone e saiu da varanda, seu rosto empalideceu ao ver Plínio parado junto à porta.
— Plínio... quando você chegou?
Quanto ele teria ouvido?
Plínio não disse nada, apenas a encarou com um olhar sombrio.
Naquele momento, a mulher à sua frente parecia uma completa estranha.
— O que você quis dizer com "pegar a Bruna para se vingar"?
O coração de Célia deu um solavanco.
Ele tinha ouvido tudo.
Ela desviou o olhar, sentindo-se culpada, e abriu a boca, formulando rapidamente uma desculpa.
— Pegar a Bruna para se vingar? Plínio, você deve ter entendido errado. Eu não tenho um teste para um papel em breve? Estava falando com a produtora. Ela me pediu para improvisar uma fala com um tom cruel. Foi só uma bobagem, não leve a sério.
— Foi mesmo? — Plínio a encarou.
Embora a explicação de Célia fosse plausível, ele não acreditou completamente.
Pela personalidade de Célia, mesmo em um teste, ela escolheria interpretar uma personagem boa para não prejudicar sua própria reputação.
— Claro que foi! Quando foi que eu menti para você? — Respondeu Célia apressadamente, puxando-o pela mão para a sala.
— Sua ferida ainda não sarou completamente, não se esforce demais. Você já comeu? Se não, eu preparo algo.
Ela mudou de assunto, voltando a ser a Célia gentil e generosa de sempre.
Plínio apenas assentiu levemente, observando-a se ocupar na cozinha.
A sensação de estranheza se intensificou.
Depois do jantar, Célia sugeriu que dormissem juntos, mas Plínio recusou, usando o trabalho como desculpa.
Desta vez, Célia não escondeu sua irritação.
— Plínio, seja sincero comigo. Você não pretende se casar comigo? Não pretende assumir a responsabilidade?
— Não é isso. — Explicou Plínio, por reflexo.


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