Uriel esperava que Valentim, assim como Daniel, usasse sua autoridade como chefe da família Moraes para forçá-lo a se afastar de Bruna.
Mas, para sua surpresa, Valentim começou dizendo:
— Precisa de ajuda?
Uriel olhou para Valentim, confuso.
— Ajuda com o quê?
— Com aquelas pessoas que andam se esgueirando para tentar te matar.
Valentim disse isso com calma. Parecia preocupado com ele, mas sua voz não continha nenhuma emoção.
— Não precisa.
Uriel recusou de imediato.
Ele não tinha a intenção de envolver a família Moraes nesse turbilhão. Eles só precisavam proteger Bruna.
No entanto, ele também enviaria algumas pessoas para proteger Bruna secretamente nesse período.
Afinal, aquele grupo já estava começando a agir descaradamente.
Valentim franziu a testa.
— Você deve saber que, na sua situação atual, é difícil garantir um ambiente seguro para a minha irmã.
Uriel pareceu surpreso com as palavras de Valentim.
Isso significava que ele já havia concordado que Bruna ficasse com ele?
Ele nem havia começado a se esforçar para agradar a família Moraes e já tinha recebido o passe livre?
Valentim percebeu a confusão nos olhos de Uriel.
Ele riu friamente.
— Não pense demais. É só que, com você a perseguindo sem parar, mais cedo ou mais tarde ela será arrastada para os seus problemas.
Uriel não se importou com suas palavras e disse apenas:
— Pode ficar tranquilo quanto a isso. Eu, mais do que qualquer um de vocês, não quero que ela se machuque.
Valentim ia dizer mais alguma coisa.
Seu celular tocou. Era um assunto da empresa.
Uriel não o incomodou mais e voltou para a porta da sala de cirurgia para esperar.
A espera durou a manhã inteira.
Todos, que no início estavam calmos, foram ficando cada vez mais ansiosos.
Uriel estava encostado na parede, olhando para a luz acesa da sala de cirurgia com uma expressão serena.


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