Quando Eloy voltou apressado com o pato recheado, Uriel já não estava mais lá.
Ele soltou um longo suspiro de alívio, depois olhou para Bruna, confuso.
— Onde está o Uriel?
Bruna respondeu com indiferença:
— Foi embora.
Ela parecia desanimada.
Mas não era tristeza.
Eloy franziu a testa, levantou-se de um salto e questionou Bruna.
— Ele te maltratou? Diga ao irmão Eloy, o irmão Eloy vai acertar as contas com ele!
Dizendo isso, Eloy arregaçou as mangas, pronto para ir atrás de Uriel.
Bruna suspirou, cansada.
— Fique tranquilo, irmão Eloy, ele não me maltratou.
Uriel não só não a maltratou, como a ajudou muito.
Da Capital a Cidade Sul, em poucos meses, ela lhe devia muitos favores.
Até mesmo agora, depois de insistentemente pedir uma resposta, Uriel ainda lhe deixou dois contatos.
Ele sabia que o estúdio de Bruna precisava de talentos.
Essas duas pessoas eram talentos que ele havia selecionado cuidadosamente, designers experientes.
Se Bruna conseguisse contratá-los, o funcionamento do estúdio nos próximos seis meses estaria garantido.
Ao ouvir as palavras de Bruna, Eloy relaxou um pouco.
Ele montou a pequena mesa e disse a Bruna:
— Irmãzinha, você acabou de voltar para casa, poderia aproveitar mais. Você nem tem trinta anos ainda, não pode prender sua juventude a outro homem de novo.
Eloy aconselhava-a com sinceridade.
Bruna sorriu.
— Eu já estou quase com trinta.
— Mas ainda é a princesinha da família Moraes!
Eloy abriu a embalagem do pato recheado e colocou os outros pratos que havia comprado na mesa.
Ele olhou para Bruna.
— Irmãzinha, mesmo que você goste do Uriel, a escolha de um homem deve passar pela aprovação dos seus irmãos.


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