— Tudo bem, não está com febre.
Bruna pegou um frasco de remédio fitoterápico amargo do armário ao lado e entregou a Paloma.
— Beba isso, deve ajudar.
Paloma nunca tinha tomado aquele remédio.
Quase vomitou no primeiro gole.
— O que é isso?
— Um remédio fitoterápico, cura tudo.
Bruna sorriu e tirou um doce da bolsa, entregando-o a Paloma.
Ela o pegara no escritório de Uriel.
Depois de comer o doce, Paloma sentiu-se um pouco melhor.
Ela olhou para Bruna.
— Por que você também veio?
Bruna puxou um banco próximo e sentou-se, dizendo a Paloma em tom de segredo:
— Estamos prestes a conseguir um grande contrato. Uniformes para dez mil funcionários.
A mente de Paloma, focada no trabalho, ativou-se.
Ela abandonou sua expressão abatida, e seus olhos brilharam ao olhar para Bruna.
— Dez mil? Você tem certeza de que é um contrato para o nosso pequeno ateliê?
Bruna assentiu, e depois balançou a cabeça.
Paloma não entendeu.
— O que isso quer dizer, afinal?
Bruna então contou a Paloma sobre a parceria com Uriel.
— O Grupo Braga é uma das maiores empresas do País A. Se conseguirmos esse contrato, não apenas ganharemos muito dinheiro, mas também poderemos expandir o ateliê e construir nossa reputação. É matar vários coelhos com uma cajadada só.
Os olhos de Paloma brilhavam, vendo um futuro promissor à frente.
Ela disse:
— Você e o Uriel estão namorando. É só uma questão de tempo até conseguirmos esse contrato, não é?
Bruna revirou os olhos para ela.
Quando Paloma começava a provocá-la, perdia toda a seriedade.
Ela nem se deu ao trabalho de explicar.
Paloma riu alto, abandonando completamente o ar desanimado de antes.
— Tudo bem, Sra. Bruna, sei que você não é de usar atalhos. Vamos trabalhar juntas, o Bru Estúdio precisa conseguir este contrato!
Bruna deu um tapinha no ombro de Paloma e disse em tom professoral:
— Essa menina tem futuro!
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