Bruna franziu a testa e olhou para ele.
— Isso quer dizer que só você pode terminar, e eu não?
Uriel disse com firmeza:
— Eu nunca vou terminar com você.
Bruna ficou em silêncio.
Uriel a pressionou para que jurasse logo.
Sua atitude era resoluta, como se ele não fosse embora até que ela fizesse o juramento.
Bruna levantou três dedos, prestes a falar.
Uriel acrescentou de repente:
— Jure pelo seu ateliê.
Bruna não concordou.
— Isso já é um pouco demais.
Uriel explodiu.
— Você realmente já pensou em terminar comigo!
— Não seja ridículo.
Os olhos de Uriel ficaram vermelhos.
— Você está cansada de mim? Já estava se preparando para terminar comigo, não é?
Uriel agia como uma criança, insistindo até conseguir o que queria.
Bruna, temendo que ele dissesse algo ainda mais inadequado para sua imagem, cedeu.
Ela levantou a mão e jurou, a contragosto:
— Eu juro pelo meu ateliê...
— Qual ateliê?
Uriel insistiu.
Bruna cerrou os dentes.
— Eu juro pelo Bru Estúdio que nunca vou terminar com Uriel. Se eu terminar, que meu ateliê nunca prospere!
Depois de falar, ela se sentiu infantil.
Baixou a mão e fuzilou Uriel com o olhar.
— Satisfeito?
Uriel conseguiu o que queria e abriu um sorriso.
— Satisfeito, satisfeito.
Ele abraçou Bruna e ficou um tempo fazendo carinho, até que a voz de Daniel veio de dentro do portão.
— Sr. Braga, o que significa isso, abraçando minha irmã na porta da nossa casa no meio da noite?


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