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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 384

Uriel remarcou a reunião.

Devido ao atraso, desta vez a reunião seria mais longa.

Irritado, ele se preparou para ir.

Mas, ao chegar na porta, voltou e segurou a mão de Bruna, choramingando.

— Bebê, se eu me atrasar muito, vá jantar sozinha, não fique com fome.

Bebê!

Bruna sentiu uma veia saltar na testa.

Desde que começou a namorar Uriel, percebeu que ele era diferente da imagem fria e arrogante que costumava projetar.

Pelo contrário, vivia fazendo manha para ela.

Onde estava a frieza implacável de antes?

Onde estava a arrogância indomável?

Ela afastou a cabeça dele, que se aproximava, e deu a resposta que ele queria.

— Eu vou esperar por você.

— Boa menina!

Uriel deu um beijo rápido em sua bochecha e saiu do escritório a passos largos.

Bruna cerrou o punho para as costas de Uriel, indignada.

Disse que era para ela não passar fome!

Na verdade, ele só tinha medo que ela não o esperasse para jantar!

Mas quando ele fazia manha, ela simplesmente não conseguia resistir.

Afinal, ele era tão bonito.

Bruna deu de ombros, saiu do escritório e deixou o Grupo Braga.

Primeiro, ela voltou ao ateliê e contou a Paloma que havia entregue a proposta a Uriel.

Lourdes de repente se aproximou.

— Sra. Bruna, se conseguirmos este contrato, será o nosso primeiro grande lucro!

Ela estava animada, mas Bruna jogou um balde de água fria em sua empolgação.

— O Grupo Braga não fez a proposta apenas para nós. Há outros ateliês e empresas competentes na disputa. Eles têm uma equipe de avaliação profissional, então ainda não se sabe com quem vão fechar.

A empolgação de Lourdes se desfez.

Ela fez um bico, voltou para seu lugar, mas de repente se virou novamente, com os olhos brilhando para Bruna.

A má notícia: a pessoa do outro lado não falava, e ela não sabia quem era.

— Alô? Quem fala? Aqui é do Bru Estúdio. Se precisar de um serviço de confecção sob medida, pode me dizer o que precisa.

Bruna perguntou algumas vezes, mas o outro lado permaneceu em silêncio.

Ela desligou o telefone.

Provavelmente era outro golpista.

Uriel só conseguiu se liberar às sete da noite.

Ele já havia pedido a Samuel para reservar um restaurante e voltou ao escritório para chamar Bruna para jantar.

Mas, ao entrar, encontrou a mulher dormindo profundamente no sofá.

Bruna estava encolhida, coberta com um cobertor dele que ela encontrou no armário.

Uriel diminuiu o passo instintivamente.

Um sorriso terno surgiu em seus lábios, e seu olhar se encheu de uma doçura infinita.

Seus olhos amendoados refletiam o rosto adormecido de Bruna.

O coração, vazio por tanto tempo, se encheu completamente naquele momento.

Ele não a acordou.

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