Dizendo isso, Valentim concluiu rapidamente o que estava fazendo e se aproximou do sofá.
Bruna pegou os talheres que Valentim lhe ofereceu e perguntou:
— Irmão, aconteceu alguma coisa?
— É sobre o que eu te disse antes. Os cinco por cento das ações que o vovô deixou são seus. O contrato de transferência já está pronto. Você só precisa assinar depois e se apresentar aos outros acionistas.
Da última vez, quando assinou a transferência dos vinte por cento, Bruna apenas assinou e foi embora, sem conhecer nenhum acionista.
Bruna disse:
— Irmão, eu realmente não preciso de tantas ações. O que meus pais deixaram já é suficiente.
Com vinte e cinco por cento das ações, ela já seria uma acionista principal do Grupo Moraes.
Ela se sentia culpada por receber tanto sem ter feito nada pelo grupo.
Valentim colocou o prato favorito de Bruna mais perto dela e ergueu os olhos, em desaprovação.
— Este é o dote que o vovô deixou para você. Não ouse recusar.
Ela não disse mais nada.
Valentim, como se adivinhasse seu desconforto, suspirou.
— Bruna, você é uma Moraes, é da nossa família. Não precisa se sentir sobrecarregada por receber o que é seu.
Bruna sorriu para Valentim e assentiu.
Valentim sabia que ela não o havia escutado de verdade.
Após o almoço, Valentim fez Bruna assinar os documentos e a apresentou aos principais acionistas do Grupo Moraes.
Só então Bruna deixou a empresa.
Assim que saiu do Grupo Moraes, deparou-se com duas figuras que não queria ver.
João e Teresa estavam ali.
Ela fingiu não os ver e virou-se para outra rua, planejando chamar um carro.
Mas João e Teresa a seguiram.
— Bruna, finalmente te encontramos!
Os olhos de Teresa brilhavam, como se finalmente tivesse capturado sua mina de ouro.
Bruna recuou instintivamente dois passos para se afastar deles.
— Eu não tenho mais nenhuma relação com vocês. Por favor, não me perturbem mais.
Teresa fingiu não ouvir e continuou a olhá-la com um sorriso largo.


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