O olhar dela fez Uriel sentir um calafrio na espinha.
— O que foi?
Bruna bufou levemente.
— Eu não imaginava que certas pessoas já previam este dia desde aquela época. Você é bem confiante.
Uriel percebeu que Bruna estava brincando.
Ele a abraçou com um sorriso brincalhão, esfregando seus cabelos desgrenhados em seu pescoço, como um cachorro grande fazendo manha.
— Não é confiança. É que sou uma pessoa terrível. Você, um dia, teria que ser minha.
Desde que soube que Bruna pretendia se divorciar de Plínio, ele agiu como um leão à espreita, observando sua presa.
Finalmente, seus esforços valeram a pena, e ele conquistou Bruna.
Bruna olhou de lado para Uriel, que estava apoiado em seu ombro. Ele usava palavras carinhosas para expressar uma intenção tão forte. Se fosse a Bruna de antes, ela teria ficado extremamente desconfiada.
Mas agora, ela não tinha medo de Uriel.
Porque sabia que ele nunca a machucaria.
Ela empurrou levemente a cabeça em seu ombro.
— Ok, você está com cheiro de álcool. Tem mel em casa? Vou fazer uma água com mel para você.
Uriel seguiu Bruna até a cozinha.
Ele realmente tinha um cheiro de álcool. Havia bebido algumas doses com Enzo à tarde, mas não estava bêbado.
Depois de dormir um pouco no Bru Estúdio, o efeito do álcool já havia passado.
A geladeira estava cheia de comida, frutas e legumes frescos.
Bruna perguntou:
— Você tem ficado aqui ultimamente?
Uriel balançou a cabeça.
— Hoje é o primeiro dia.
Então, por que preparar tantas frutas e legumes? Seria mais um de seus planos?
Uriel piscou seus olhos amendoados inocentemente para Bruna.
Bruna entendeu.
Parece que ela estava sendo constantemente manipulada por este homem.
Não.
Ela precisava encontrar uma oportunidade para virar o jogo!
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