Uriel pensou que Bruna estava prestes a acusá-lo.
Seu olhar vacilou por um instante, e ele tomou um gole de água, uma tática para ganhar tempo.
Vendo sua reação, Bruna entendeu o que estava acontecendo.
Ela riu baixo.
Seu rosto de porcelana, banhado pela luz do dia, revelava um toque de jovialidade.
O olhar de Uriel brilhou, e seu pomo de adão se moveu.
Quando se deu conta, ele perguntou, confuso:
— Você não está brava?
— Por que eu estaria brava? — Bruna recostou-se no sofá, o cansaço do dia finalmente se manifestando.
— O Grupo Ramos não tem nada a ver comigo. É óbvio que você fez isso por minha causa. Que motivo eu teria para ficar brava com você?
Ao ver que Bruna realmente não estava brava, Uriel finalmente relaxou.
Ele se aproximou da poltrona de Bruna e se espremeu para sentar ao lado dela.
— Por que você tem que se espremer aqui?
Uriel ignorou a resistência de Bruna, aconchegando-se a ela e abraçando-a com força.
— Faz tanto tempo que não nos vemos. Você não sentiu minha falta?
Bruna respondeu:
— ...Nós saímos juntos esta manhã.
Nem era noite ainda.
No máximo, tinham passado meio dia sem se ver.
— Mas para mim pareceu uma eternidade. Você não sentiu o mesmo? Não sentiu minha falta?
Lá vinha ele de novo.
Uriel e seu jeitinho de cachorrinho abandonado.
Nesses momentos, o que ela poderia fazer além de mimá-lo?
Ela estendeu os braços de dentro do abraço de Uriel, envolveu sua cintura e relaxou o corpo contra o peito dele.
— Senti, claro que senti. Sinto sua falta a todo momento.
Depois de tanto tempo com Uriel, Bruna não aprendeu muita coisa, mas a cara de pau, ela aprendeu perfeitamente.
As palavras, doces como açúcar, derreteram o coração de Uriel, e o sorriso em seus lábios se tornou ainda mais doce.
Ele apertou os braços, abraçando Bruna com mais força.
Naquela tarde quente, eles trocaram um abraço acolhedor.
...



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