— A Senhora Bruna está esperando alguém?
Bruna assentiu.
— Sendo assim, vou indo. Até mais. — disse Víctor.
Depois de uma despedida educada, Víctor caminhou até seu carro e partiu.
Assim que o carro dele saiu, o de Uriel chegou.
A lataria estava molhada pela chuva, exalando um ar frio.
Bruna abriu a porta e entrou.
O olhar de Uriel se tornou afiado.
— Com quem você estava falando?
Bruna olhou para Uriel, surpresa.
Como ele sabia que ela estava com alguém?
— Com o gerente da empresa do andar de cima. Ele veio falar sobre o lanche da tarde de antes, só demos um oi.
A dúvida nos olhos de Uriel não se dissipou.
— O que foi? — Bruna perguntou.
Uriel hesitou, mas acabou desistindo.
— Só achei o seu cheiro um pouco familiar. Talvez seja coisa da minha cabeça.
— É coisa da sua cabeça. — Bruna lançou-lhe um olhar dengoso. — Você vem trabalhar comigo aqui todos os dias, no mesmo prédio. É normal sentir um cheiro familiar. Parece até que está me acusando de traição.
— Você não me trairia. — A voz de Uriel era excepcionalmente firme.
Bruna murmurou um "sim", com a voz subindo no final.
— Tanta confiança em mim?
Uriel pigarreou.
— Sou bonito e rico. Não há marido melhor no mundo. Você tem bom gosto, não se interessaria por alguém inferior a mim.
Bruna caiu na gargalhada.
Ela colocou o cinto de segurança, e o carro começou a se mover lentamente em direção à saída.
— Você tem uma noção bem clara de si mesmo.
Os lábios de Uriel se curvaram em um leve sorriso.
— O que vamos jantar hoje? Que tal passarmos no supermercado?
— Ótima ideia. Estou com vontade de comer Hot Pot. Podemos fazer em casa, o que acha?
— Combinado.


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