Uriel perguntou a Bruna o que havia acontecido.
Bruna contou a ele sobre a necessidade de Paloma voltar para seu país.
— O estúdio está com muito trabalho ultimamente. Com a saída de Paloma, preciso voltar para assumir.
Uriel pensou que Víctor estava na Capital no momento.
Mesmo que Bruna voltasse para Cidade Sul, com a proteção dos irmãos da família Moraes, ela estaria segura.
Ele assentiu.
— Quando você pretende voltar?
— Amanhã.
— Eu te levo amanhã.
Uriel puxou Bruna para um abraço.
— Assim que eu resolver as coisas por aqui, volto para te encontrar.
Bruna o abraçou de volta.
Ela sabia que Uriel estava travando uma guerra silenciosa e não queria se tornar uma preocupação para ele.
— Voltarei e esperarei por você.
Naquele mesmo dia, Uriel ajudou Bruna a fazer as malas, e ela reservou um voo para Cidade Sul para o dia seguinte.
À noite, pensando nos problemas de Paloma, Bruna teve insônia.
No meio da noite, ela estava deitada na cama com os olhos abertos.
Uriel a abraçava e, sentindo sua respiração irregular, abriu os olhos e viu, na penumbra, o brilho de seus olhos refletindo a luz de fora.
— Não consegue dormir?
Sua respiração quente tocou a bochecha dela.
Bruna se virou, abraçou o braço de Uriel e desabafou.
— Parece que a Paloma está com problemas.
Os dedos longos de Uriel deslizaram pelos cabelos de Bruna.
— Que tipo de problemas ela está enfrentando?
Bruna balançou a cabeça, um pouco desanimada.
— Ela não me conta. Na verdade, ela não quer que eu saiba de seus assuntos pessoais.

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