O mordomo, atencioso, mandou trazer chá e frutas.
Quando Uriel e tio Eliseu terminaram a conversa e saíram do escritório, Uriel avistou Bruna na sala de estar.
Tio Eliseu estava em uma cadeira de rodas, e Uriel o empurrou até o elevador do segundo andar.
Em pouco tempo, os dois estavam diante de Bruna.
Foi só então que Bruna percebeu que as pernas de tio Eliseu não funcionavam.
Ela se levantou.
Uriel disse a tio Eliseu: — Confio este assunto ao senhor, tio Eliseu. Bruna e eu já vamos.
— Menino insolente, vai embora sem nem jantar?
— Preciso ir para o Estado de Aude esta noite. Quando tudo aqui estiver resolvido, voltarei para bebermos juntos.
Tio Eliseu gostou do que ouviu.
— Você, moleque, sabe falar melhor que seu pai.
Tio Eliseu riu alto e depois se virou para Bruna.
— Menina, da próxima vez, venha jantar em minha casa com Uriel.
— Sim, tio Eliseu.
Depois de se despedir de tio Eliseu, Uriel levou Bruna para fora da vila.
Ao saírem do prédio principal e caminharem em direção ao portão da vila, Bruna sentiu como se algo a estivesse observando por trás.
Ela se virou para olhar, mas não viu nada.
Uriel perguntou: — O que foi?
Bruna balançou a cabeça e mudou de assunto.
— Que favor você pediu ao tio Eliseu? É para lidar com o Víctor?
Uriel assentiu e afagou a cabeça de Bruna. — Não se preocupe com os detalhes. Eu preciso ir para o Estado de Aude esta noite, descanse bem em casa.
Bruna franziu a testa.
— Não posso ir com você?
Neste país estrangeiro, ela realmente não queria se separar de Uriel.
Mas o rosto de Uriel agora estava muito sério.
— O Estado de Aude é o território de Víctor. Seria muito perigoso para você ir. Tio Eliseu já concordou em colocar homens para vigiar a nossa casa, você estará segura lá.
Ela levantou a mão, entrelaçou seu braço no dele e disse sorrindo: — Exato, sou eu.
Uriel adorou sua atitude dengosa.
— Como ainda é cedo, vou te levar para comprar algumas coisas de uso diário. Quando os assuntos aqui terminarem, eu te levo para passear de verdade.
— Ótimo.
— A propósito, antes de eu voltar, é melhor não sair.
Afinal, uma pessoa como Víctor era capaz de qualquer truque sujo.
Era melhor garantir que Bruna não caísse em nenhuma armadilha.
Bruna assentiu, indicando que obedeceria Uriel.
Uriel ficou muito satisfeito com a atitude de Bruna.
Depois de fazer compras no supermercado, eles voltaram para a pequena vila com duas grandes sacolas.
Uriel deu muitas instruções a Bruna antes de sair, entrar no carro e partir.
Bruna observou o carro de Uriel desaparecer na estrada, sentindo um aperto inexplicável no coração.

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