Fernanda olhou para Uriel, sentindo-se culpada.
— Você é Uriel Matos, o meu Uriel. Por que está perguntando isso? Foi aquela desgraçada que te disse alguma coisa? Uriel, não acredite nela, por favor.
— No passado, foi por causa da influência dela que você se machucou tanto. Agora que finalmente está longe dela, como pode pensar em voltar?
Uriel queria acreditar na mulher à sua frente.
Mas, desde que ela entrou no quarto, havia deixado muitas pistas.
Seja pelo olhar culpado que desviava para todos os lados ou por começar a falar mal de Bruna assim que se sentou.
Até mesmo a expressão "voltar para ela" foi dita em meio ao nervosismo.
A pressa de Fernanda já havia exposto todos os seus pensamentos.
— Preciso ter uma conversa séria com você.
Fernanda encontrou o olhar de Uriel e foi como ver o Uriel de antes.
Tão frio, tão severo.
...
Do lado de fora do quarto.
Bruna estava no corredor, segurando a filha.
Ângela devia estar com fome, chupando o dedo e quase chorando.
Vendo isso, Bruna entregou a criança a Valentim Moraes.
— Irmão, vá dar um pouco de leite para ela.
Valentim mal teve tempo de reagir e já estava encarando a sobrinha em seus braços.
Ele olhou para Bruna com um ar de resignação.
Era o exemplo perfeito de quem se esquece da filha por causa do marido.
Ele deu algumas ordens aos seguranças e saiu com a criança.
Bruna andou de um lado para o outro em frente à porta do quarto.
Logo, a porta se abriu.
Bruna ergueu o olhar e encontrou os olhos avermelhados de Fernanda.
Fernanda lançou um olhar furioso para Bruna e levantou a mão para agredi-la.
O segurança ao lado foi rápido e agarrou o braço de Fernanda, empurrando-a com força para o lado.

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