Ele queria que ela o ajudasse a aliviar o desejo?
E toda aquela conversa sobre ficar com ele?
Franciele sentia os lábios dormentes, e sua mente estava tão tensa quanto uma corda esticada ao extremo.
A respiração de Nelson era pesada.
Seu hálito quente e masculino se espalhava por suas bochechas e por seu pescoço.
O aperto de suas mãos grandes em sua cintura ficava cada vez mais forte.
Franciele chegou a achar que ficaria com marcas roxas ali.
— Você está me machucando!
Ela o repreendeu, irritada.
Nelson afrouxou um pouco a força.
Então encostou a testa na dela.
— Você aceita?
Franciele ficou completamente sem palavras.
Como assim?
Ela em algum momento tinha aceitado?
Já tinha dito que era casada e que era impossível ficar com ele. Por que ele simplesmente não escutava?
— Sr. Sampaio, eu... posso ajudar você. Mas...
Franciele engoliu em seco, tentando forçar um sorriso.
Os olhos profundos de Nelson a fitavam intensamente.
— Mas o quê?
Franciele sustentou seu olhar.
— Mas vai ser só desta vez. Considere isso como uma forma de agradecer por você ter me salvado ontem à noite...
Ela sabia que, se ele não tivesse intervido e a tirado da delegacia, a família Mendes não a deixaria em paz depois de ela ter ferido Fernando.
O mais provável era que ela ainda estivesse trancada numa cela.
E ser formalmente acusada de agressão dolosa seria só uma questão de tempo.
Ele a ajudou, e ela devia isso a ele.
Além disso, na última vez em que teve aquela crise, também foi ele quem a ajudou.
Um sorriso frio surgiu nos lábios finos de Nelson.
— Eu arrumei confusão com a família Mendes por sua causa, e você acha que consegue me pagar com “uma vez”?
Ele franziu a testa e a encarou.
Franciele também sabia que devia a ele um favor enorme.
Mesmo que dormisse com ele, não seria exagero.
Mas, no fim das contas, ela ainda era uma mulher casada.
Ainda não tinha se divorciado oficialmente de Givaldo.


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