— Foi só uma viagem de negócios. Eu não tenho que te dar satisfação de tudo que eu faço.
O tom de Givaldo era cheio de frieza e distanciamento.
Antes que Franciele pudesse dizer qualquer coisa, o celular dele tocou de novo.
Era Eliana ligando.
Givaldo não pretendia atender no início, mas, assim que viu o nome na tela, seus olhos se encheram de carinho.
— Alô, Eliana...
Ele fez questão de ir até o banheiro para atender, evitando Franciele de propósito.
Mas seu olhar e seu tom de voz já o haviam traído.
Franciele imaginou que a ligação fosse de sua irmã.
Não demorou muito e Givaldo saiu do banheiro.
Ele foi direto para o closet trocar de roupa.
— Aonde você vai? — Franciele foi atrás dele quando o viu sair arrumado de terno, indo direto para a porta.
— Tenho um compromisso! — Givaldo respondeu secamente.
Franciele franziu a testa, indignada:
— Já passa das onze da noite. Que compromisso você tem a essa hora?
Sem nem olhar para trás, Givaldo soou extremamente impaciente:
— Já mandei não se intrometer na minha vida.
Franciele o seguiu até fora do quarto, mas ele já havia batido a porta.
O som da batida ecoou pela casa.
Ele a deixou sozinha, no meio da madrugada.
E essa não era a primeira vez.
Sua irmã Eliana adorava festas e virava a noite nas baladas com frequência.
E Givaldo adorava acompanhá-la nessas loucuras.
Mesmo depois de casado, bastava uma ligação de Eliana para ele correr para onde ela estivesse.
Ele era naturalmente um homem frio e nem um pouco sociável no dia a dia.
Mas, quando se tratava de Eliana, Givaldo cedia a tudo incondicionalmente.
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