Nelson franziu a testa, perdendo a paciência, e avisou:
— Não encoste nela.
Franklin piscou, surpreso, e olhou para ele:
— Como é? Não me diga que você realmente se interessou por ela?
Nelson sempre manteve distância das mulheres. Agora estava dando um aviso por causa de uma? Tinha alguma coisa aí.
Antes que Nelson respondesse, Franklin continuou:
— Ela é linda demais. É normal que você tenha se interessado. Mas vamos combinar uma coisa: concorrência justa. Você não pode usar sua posição de chefe para passar na minha frente...
O rosto de Nelson escureceu:
— Você pode se interessar por quem quiser. Nela, não.
Franklin ficou imóvel por um instante.
Ao ver a expressão de Nelson subitamente severa, percebeu que ele não estava brincando.
— Não me diga que é sério?
Ele sempre achou que Nelson não ligasse para mulher nenhuma.
Afinal, em todos aqueles anos, nunca o tinha visto com ninguém.
Chegou até a desconfiar de que Nelson jamais tivesse se relacionado de verdade.
Quem diria que agora viria dar um aviso por causa de uma simples assistente.
Aquilo era inédito.
Franklin percebeu na mesma hora que Franciele ocupava um lugar nada comum no coração de Nelson.
Parecia que ela era intocável.
Mas a curiosidade falou mais alto. Não custava sondar mais um pouco.
— Se você gosta tanto assim, por que não vai atrás? Uma mulher desse nível... Se você não agir logo, outro vai chegar primeiro e você vai perder a chance.
O olhar de Nelson ficou ainda mais frio.
As palavras de Franklin foram como uma punhalada.
— Ela é casada. Fique longe dela de agora em diante. — alertou Nelson, com a voz gelada.
Franklin estalou a língua:
— Ah, então o problema é esse. Se eu gostasse mesmo de uma mulher, não me importaria quem ela fosse, eu iria atrás. Além disso, com tudo o que você tem, está com medo de não conseguir trazer ela para o seu lado?

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