Suas mãos se apertaram por puro reflexo.
Ela tentou justificar de forma forçada:
— Quem não tem um antigo amor no coração, não é? Além disso, a minha irmã já não se casou também?
O rosto bonito de Nelson escureceu abruptamente:
— Você quer dizer que não se importa que o seu marido tenha outra mulher no coração, e que essa pessoa ainda por cima seja a sua irmã?
Franciele apressou-se a frisar:
— Era no passado. No passado.
O simples fato de o chefe dela saber daquele segredo embaraçoso de família já era humilhante o suficiente.
Mesmo que quisesse o divórcio, precisava agir com discrição.
Evitando que a notícia da separação de Givaldo chegasse aos ouvidos da família Duarte ou da família Cordeiro; caso contrário, o divórcio se tornaria impossível.
Os olhos escuros de Nelson tornaram-se gelados e indiferentes de uma hora para a outra.
Ele até tinha a intenção de dizer para ela se divorciar e ficar com ele.
Mas, com aquela defesa absurda que ela fez, as palavras que estavam prestes a sair morreram em sua garganta.
Pelo visto, ela não tinha a menor intenção de terminar o casamento.
Será que ela ainda nutria esperanças por aquele traste cujo coração já tinha dona?
Achando que, por a irmã estar casada, o marido magicamente voltaria a ser dela?
Nelson fechou ainda mais a expressão.
Todo o seu corpo exalou uma aura densa e sufocante, tão pesada que tornava difícil até respirar.
Franciele percebeu imediatamente que ele parecia furioso.
Apenas não conseguia compreender de onde vinha tamanha raiva do grande chefe.
Mesmo sabendo que o marido dela amava a irmã mais velha, a única traída na história era ela mesma. Que motivo ele teria para ficar tão bravo?
...
Naquela noite, após o expediente.
Franciele se encontrou com Paula em uma pizzaria.
Depois, seguiram para uma loja sofisticada de roupas femininas para escolher os vestidos de gala.
Paula provou várias opções, mas nenhuma a agradou.
Ou achava que não valorizava seu corpo, ou o preço era absurdo de caro.
Por fim, ela fixou o olhar em um vestido verde-esmeralda com estampa de pavão, que estava no manequim da vitrine.
Paula apontou para a peça, encantada, e pediu à atendente:
— Uau, esse vestido é maravilhoso! Por favor, poderia tirar do manequim para eu experimentar?


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