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Meu Filho Morto Se Torna Herdeiro do CEO romance Capítulo 6

Jacob Alexander Lancaster

Eu não devia estar fazendo isso. Definitivamente, não.

Quando voltei ao bar e vi Luna inclinada sobre o balcão, rindo de algo que a cliente dizia, minha decisão foi instantânea.

O sorriso dela era aberto, iluminado, completamente despreocupado. Diferente de tudo que eu estava acostumado. Diferente da minha vida sufocante, das regras e obrigações que me cercavam.

Ela me viu antes que pudesse me aproximar, um sorrisinho travesso surgiu em seus lábios rosados.

— Ora, ora… O melhor amigo do herdeiro mimado voltou para mais um drink?

Cruzei os braços e me apoiei no balcão, estreitando os olhos para ela.

— Na verdade, eu quero fugir.

— Fugir? — ela arqueou uma sobrancelha e perguntou, divertida.

— Exato — olhei rapidamente para os lados e me inclinei mais perto. O perfume dela era uma mistura de baunilha e algo cítrico. Instigante. — Você pode me ajudar?

Ela riu baixinho, meneando a cabeça em negação, enquanto me analisava de cima a baixo, provavelmente tentando decidir se eu estava falando sério ou se era só mais um cliente entediado, buscando distração.

— E para onde, exatamente, o grande Kaleb pensa em fugir?

Segurei seu olhar e dei um sorriso torto.

— Para onde você quiser me levar.

Os olhos dela brilharam.

— Hmm… Isso parece perigoso.

— A vida é perigosa.

Ela suspirou teatralmente antes de continuar.

— Bom, já que insiste… — jogou o pano de lado, inclinou-se sobre o balcão e sussurrou: — Corra para a saída dos fundos. Te encontro lá em cinco minutos.

Depois disso, como se nada tivesse acontecido, virou-se e continuou servindo os clientes. Eu deveria ter voltado para a festa, ignorado esse ímpeto estúpido, mas ao invés disso…

Eu corri.

Luna apareceu pouco depois, trocando o avental por uma jaqueta de couro surrada por cima de um vestido, os cabelos presos num coque bagunçado e alguns fios soltos caindo sobre o rosto. Um visual simples e despojado. Ela sorriu ao me ver ali.

— Olha, você veio mesmo.

— Parece que sim — respondi, analisando-a.

Ela tinha uma confiança natural, uma energia que parecia iluminar qualquer lugar que estivesse. Enquanto isso, eu me pegava cada vez mais curioso sobre quem ela era.

— Eu percebi.

Ela riu e, por um momento, ficamos em silêncio.

Era um silêncio confortável.

Havia algo nela que me intrigava. A forma como falava, como movia as mãos, como parecia absorver tudo ao seu redor. Eu queria saber mais, queria poder descobrir e antes que pudesse dizer alguma coisa, mesmo hesitante me aproximei.

Por um segundo, meus olhos buscaram os seus, como se perguntasse, silenciosamente, se era certo fazer aquilo. E como se todas as forças do universo conspirassem para que acontecesse…

Eu a beijei!

Foi impulsivo, sem aviso, mas absolutamente certo. O calor da sua boca tomou conta de mim no mesmo instante e meu coração acelerou dentro do peito. Eu a puxei pela cintura, aprofundando o beijo, sentindo o gosto do álcool e da provocação em seus lábios.

O bar desapareceu. O mundo desapareceu. Tudo que existia era o calor do corpo dela contra o meu, o cheiro do perfume misturado ao leve toque de whisky em sua pele.

Luna puxou meu rosto, deslizando os dedos pelos meus cabelos. Eu segurei sua nuca, prendendo-a contra mim. Por um segundo, ela parou, os olhos marejados pelo efeito da bebida, os lábios entreabertos como se quisesse dizer algo, mas ao invés disso, ela voltou a me beijar.

Mais profundo. Mais intenso.

Quando percebemos… Já estávamos num motel.

Algumas noites não pedem permissão para acontecer, elas simplesmente acontecem.

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