Era com cerca de vinte e quatro ou vinte e cinco anos, de aparência comum.
Yago e os outros guarda-costas formaram uma barreira humana na frente de Gedeão quando a mulher se aproximou.
Um pensamento comum surgiu na mente de todos os guarda-costas: de onde essa mulher tinha saído?
Correndo sozinha até aqui, ela não estaria com pressa de morrer?
A mulher não esperava que sua aproximação fosse bloqueada por um muro de carne.
Ela parecia muito ansiosa.
— Senhor, quero deixar claro que não tenho nenhuma má intenção.
— É o seguinte, me chamo Alice. Percebi que devemos ser do mesmo país.
Ela apontou para o local da explosão.
— Há vários feridos graves lá, e são compatriotas nossos.
— O avião em que eles viajariam só decola daqui a pelo menos seis horas.
Gedeão estava ficando impaciente.
— E então?
Alice não esperava que o homem, além de ter uma aparência excepcionalmente bonita, tivesse uma voz tão magnética e sedutora.
— Pensei que, já que somos todos compatriotas, talvez você pudesse abrir uma exceção e deixar os feridos pegarem seu avião particular de volta para o nosso país.
Gedeão respondeu friamente com duas palavras:
— Não posso!
Alice ficou sem palavras.
Uma recusa tão direta?
— Senhor, não precisa ser tão inflexível.
— Fazer o bem gera o bem. Todo compatriota nosso entende esse princípio.
Bruno não aguentou mais ouvir.
— Senhora, você sabe que este é um aeroporto internacional?
Alice respondeu:
— É claro que eu sei.



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