Pensando melhor, aquela peça ainda parecia ter algum valor de uso. Poderia destruí-la depois de extrair tudo o que pudesse.
Alice soltou um riso sarcástico.
— Espero que seja coisa da minha cabeça mesmo.
Hélder tomou a iniciativa de lhe oferecer uma garrafa de água.
— Você não descansou bem ontem à noite, sua voz está rouca. Beba um pouco de água para hidratar a garganta, deixe o resto comigo.
Alice, agora extremamente desconfiada, não pegou a água que Hélder oferecia.
— Eu só tenho um desejo agora: pense em uma maneira de me fazer voltar para o Baía Azul o mais rápido possível.
Fosse pelo parasita ou por Gedeão, ela precisava encontrar um jeito de retornar.
Hélder balançou a cabeça negativamente.
— Voltar para o Baía Azul é praticamente impossível agora.
Conhecendo o temperamento de Gedeão, uma vez que ele expulsava alguém, não dava chances para retorno.
Alice se desesperou:
— Você não disse que ele é um filho devoto e faria qualquer coisa pela mãe?
Hélder olhou profundamente para Alice.
— Não me leve a mal por destruir sua autoconfiança, mas sua identidade falsa de "Médico Fantasma" provavelmente foi descoberta.
Alice retrucou:
— Como isso é possível?
— Gedeão não é tão ignorante quanto você pensa — respondeu Hélder. — Achar que treze agulhas de prata seriam suficientes para se passar pelo Médico Fantasma foi ingenuidade sua. Além disso, há uma diferença entre feitiçaria e medicina.



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