Cidade L, Clube Internacional.
Gedeão, que havia assistido de camarote ao vexame de Hélder, estava de bom humor.
Saindo do estacionamento, ele caminhava em direção à entrada do clube acompanhado por Yago e Bruno.
Era meio-dia e meia, hora do almoço. Ele se perguntava se Juliana havia comido no horário certo.
Gedeão tomou a iniciativa de ligar para ela.
O telefone tocou por muito tempo até Juliana atender.
— Estou dirigindo, fale rápido.
Gedeão falou enquanto caminhava: — Não é nada demais, só queria saber se sua avaliação no laboratório está correndo bem.
Hoje era o sexto dia.
Passando da meia-noite, ela seria aprovada na avaliação final do Laboratório C.
A voz calma de Juliana veio do outro lado da linha.
— O 1152 morreu.
— Morreu?
Gedeão parou de andar, surpreso com a resposta inesperada.
Bruno e Yago, que o seguiam, pararam ao mesmo tempo.
Como não podia ver o rosto de Juliana, Gedeão não conseguia julgar o estado de espírito dela.
Ele perguntou, cauteloso: — O que aconteceu?
O tom de Juliana permaneceu calmo.
— Alguém não quer que eu passe na avaliação final do Laboratório C e usou infrassom para acabar com a vida do 1152 antes do tempo.
Saber que alguém estava conspirando contra Juliana o deixou mais irritado do que se fosse contra ele mesmo.
— Pegaram o culpado? Qual foi a atitude do Jorge?
Juliana respondeu: — Isso já não importa para mim.
Até descriptografar o conteúdo do chip que o 1152 lhe entregou, ela não queria lidar com o Laboratório C por enquanto.
Originalmente, para obter acesso de alto nível ao laboratório, ela estava preparada para oferecer um de seus resultados de pesquisa como prova de lealdade.
Com o chip do 1152, Juliana decidiu mudar de estratégia.
Ela sabia que Jorge estava desesperado por talentos; bastava ela aceitar, e a oportunidade ainda existiria.

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