Rosangela não ouviu a resposta de Lavínia e, pensando que a outra estava com medo, deixou transparecer um olhar de satisfação.
“Sra. Cruz, está com medo? Ou pensa que as pessoas presentes aqui não são dignas de ouvir uma apresentação sua?”
Claramente, essas palavras tinham o objetivo de provocar um confronto e forçar Lavínia a aceitar o desafio.
Arnaldo franziu as sobrancelhas e levantou-se bruscamente da cadeira.
“Rosangela...”
Antes que ele terminasse de falar, Lavínia segurou a manga de sua camisa e o puxou para baixo.
“Sente-se, deixe comigo. Eu mesma resolvo isso.”
No olhar de Arnaldo, surgiu uma preocupação sutil.
“Rosangela toca piano muito bem. Você tem certeza de que consegue?”
Preocupado que Lavínia interpretasse mal suas palavras, ele rapidamente acrescentou:
“Olha, não me entenda mal. Não estou duvidando da sua capacidade, só não quero que você saia prejudicada.”
Lavínia sorriu com confiança. “Fique tranquilo. Em uma disputa de piano comigo, quem vai sair perdendo será ela, nunca eu.”
Na época de escola, Arnaldo sabia apenas que Lavínia dançava, mas não sabia que ela tocava piano. Portanto, imaginou que ela tivesse aprendido mais tarde. Sendo assim, como poderia vencer Rosangela, que já havia recebido vários prêmios na área?
No entanto, se Lavínia realmente quisesse competir, ele não pretendia impedi-la. Mesmo que perdesse, acreditava que, com sua influência, sempre seria capaz de protegê-la.
“Então vá lá. Independentemente do resultado, estarei ao seu lado.”
“Pode ficar tranquilo, não vou perder.” Lavínia levantou-se lentamente e encarou o olhar provocador de Rosangela.
“Tem certeza de que quer competir comigo?”
Rosangela ergueu o queixo com arrogância. “Com certeza.”
Lavínia curvou levemente os lábios, deixando transparecer um leve sorriso.

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