“Lavínia! Você precisava mesmo falar desse jeito?” Roberto cerrou os dentes e seus olhos revelaram um traço de irritação.
Lavínia piscou inocentemente. “O que tem de errado no que eu falei? Não falei nada absurdo. Quem disse que ia me chamar de pai e ainda ajoelhar três vezes foi a sua irmã. Agora só estou pedindo que ela cumpra a promessa. Mas já que você está defendendo sua irmã e se colocando na frente dela, então pode se encarregar e pedir desculpas por ela. Algum problema?”
Roberto não encontrou argumentos para rebater Lavínia. Permaneceu parado, rangendo os dentes do fundo e um olhar sombrio tomou conta de seu rosto.
Lucinda Nogueira, ao ver tanto o filho quanto a filha sendo derrotados por Lavínia, logo se colocou à frente deles para defendê-los, lançando um olhar repleto de desprezo e hostilidade para Lavínia.
“As palavras realmente saíram da boca da Bruna, mas ela só falou por falar, ninguém precisa levar ao pé da letra. Você não precisa ficar se aproveitando da situação!”
Lavínia começou a rir, mas seus olhos estavam cheios de sarcasmo.
“Então era só da boca pra fora? Claro, os Lourenço sempre tiveram dois pesos e duas medidas: um jeito de tratar quem é da família, outro pra quem é de fora. Como pude ser tão ingênua, achando que vocês cumpririam uma palavra dada?”
Cada frase de Lavínia era cortante e precisa, deixando Bruna completamente sem reação. As lágrimas começaram a encher seus olhos e, sem aguentar a pressão, enxugou o rosto e saiu rapidamente do quarto de Alessandra.
Lucinda assistiu à cena com preocupação, chamando o nome da filha.
“Bruna, Bruna…”
Bruna sempre fora mimada e protegida pela família, nunca tendo passado por grandes aborrecimentos. Ver a filha chorando por causa das palavras de Lavínia fez com que Lucinda sentisse um aperto no peito; imediatamente, saiu atrás de Bruna.
“Bruna, Bruna, espera pela mamãe.”

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