Abrir os olhos parecia dolorosamente impossível naquela manhã.
Suas pálpebras pareciam estranhamente pesadas, e seu cérebro se recusava a acordar. Lua resmungou baixinho quando sentiu uma pontada forte na cabeça. A dor foi reconhecida por seu sistema lentamente.
Seus pensamentos se forçaram a voltar ao motivo dessa dor de cabeça insuportável.
A constatação dos fatos a afundaram em horror.
Ela abriu os olhos de uma vez, se deparando com o quarto masculino, cheirando a perfume amadeirado com fundo picante de couro e sândalo.
Algo parecia errado...
Esse não era o quarto de Lucas!
- Oh Meu DEUS! – ela disse num fio de voz, olhando em volta, e depois para o próprio corpo nu, mal coberto pelo lençol branco de tecido egípcio. – O que foi que eu fiz?!
O desespero a confrontou junto a moralidade e o medo.
Encheu a cara para ter coragem de confrontar Lucas e acabou implorando para que ele a levasse para a cama! Que tipo de mulher decente se prestava àquele papel patético?!
Claro…
Só alguém burra e desesperada em vários aspectos, como ela.
Num salto, se levantou da cama, só para cair de cara no chão. Os músculos não obedeceram, tudo doía terrivelmente, e para piorar as coisas, estava sem os óculos.
- Caramba, Lua! Dessa vez você se superou... – se condenou.
Procurou suas roupas, mas não a encontrava em parte alguma. Onde foram parar?
- Que merda... – suas imprecações saiam quase como um sussurro apavorado.
Não podia encarar ninguém assim, nua e exposta desse jeito.
- Não me interessa, resolva. Eu não serei arrastado para esse circo por causa da sua incompetência!
Uma voz grossa e poderosamente grave, imperativa e furiosa bradou do corredor que levava ao banheiro.
Aquela não era a voz de Lucas.... nem de perto.
Com quem diabos tinha dormido?!
Apavorada, ela se levantou agarrando os lençois da cama.
Precisava sair logo dali.
Encontrou uma camisa masculina escura sobre o divã e a vestiu. Rapidamente abotoou os botões da peça estupidamente cara, quando se abaixou para procurar os sapatos, encontrou seu uniforme rasgado embaixo da cama.
Mas seu colar em forma de lua crescente não estava lá.
- Onde está? – sussurrou baixinho para si mesmo. Aquele colar tinha um valor sentimental inestimável.
Mas quando ouviu passos firmes vindo do banheiro, ela se levantou e saiu com os sapatos nas mãos, sem olhar para trás.
Quando fosse seguro, voltaria para procurar seu colar.
Primeiro precisava sair da mansão, e entender o que aconteceu, e quem era o estranho com quem tinha dormido.
E sem preservativo!
Desceu as escadas devagar para não cair, ainda estava tonta e mal via um palmo à sua frente.
Caminhou descalça pelo caminho pavimentado cercado de grama bem aparada, que levava a casa da piscina. Entrou pela cozinha e fechou a porta atrás de si.
O ar escapou de seus lábios lentamente, enfim consegui fugir sem ser vista naquela situação vergonhosa.
Ela correu para o banheiro, tomou um banho rápido, se livrando dos vestígios daquela insensatez impregnado em seu corpo, sua mente pensando furiosamente no que fazer.
Tinha que ser inteligente pelo menos uma vez na vida.
Lua saiu do banho, vestiu um uniforme limpo da Atikos, tinha menos de uma hora para preparar o café da manhã de Lucas e ir para a empresa.

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