Ele não parava de falar, e Natan apenas o achou irritante. Com as sobrancelhas franzidas, virou a cabeça e lançou-lhe um olhar frio.
Bernardo sentiu o coração apertar com aquele olhar e parou de falar de forma constrangida.
À noite, enquanto Sirlene sofria com o fuso horário e dormia profundamente, foi acordada por uma ligação.
— O encontro que escolhi a dedo para você, e você arruinou tudo assim? Venha para cá agora! — Dona Adelaide Campos cobrou explicações com muita hostilidade.
Sirlene coçou o cabelo bagunçado, com os olhos semicerrados cobertos por uma névoa fria, e respondeu sem cerimônia: — Vó, com toda essa raiva, você vai acabar se prejudicando!
Quando ela chegou à casa da Família Campos, já haviam se passado duas horas.
A Família Campos estava se curvando e se despedindo do seu futuro genro ideal — Natan.
Os cantos da boca originalmente severos de Dona Adelaide Campos quase se rasgaram de tanto sorrir: — Natan, da próxima vez que vier, não precisa ser tão formal.
O tio dela imediatamente emendou: — Sim, no futuro seremos uma família. Venha quando quiser, é como voltar para a sua própria casa.
Sophia abraçava o braço de Natan, encostando-se nele com muita intimidade, com uma aparência de profundo afeto: — Pronto, Natan tem uma reunião internacional daqui a pouco, e vocês não param de se despedir.
Ela acompanhou Natan atenciosamente até o carro, e os dois se abraçaram de forma afetuosa.
Sirlene ergueu as sobrancelhas, ignorou a demonstração de afeto deles e foi até Dona Adelaide Campos: — Vó, a senhora quer conversar aqui ou lá dentro?
A atenção de Sophia estava toda em Natan, e ela não havia notado a chegada de Sirlene, então se assustou com a voz que surgiu de repente.
Um traço de nervosismo passou por seus olhos; ela olhou para Sirlene e depois para Natan.

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