O outro lado continuou insistindo, e Ricardo perguntou novamente: — Não tem outra maneira?
A outra parte disse: — Não há outra maneira.
Ricardo disse: — Tudo bem, eu vou depois de comer. — Ele parecia exausto. — Quando exatamente isso vai acabar?
— O mais rápido possível, não queremos mais problemas no meio. Você sabe disso.
Ricardo franziu a testa, dizendo com extrema impaciência: — Entendido.
Com muita raiva, ele jogou o celular sobre a mesa de jantar. Carla estava concentrada interagindo com Beatriz. O barulho que ele fez não afetou Carla nem um pouco; ela continuou alimentando Beatriz.
De repente, ela se sentiu muito sortuda. Beatriz era uma criança muito comportada para comer, o que economizava muita preocupação.
Ela confirmou com Ricardo novamente: — Você está mesmo disposto a entregar a Beatriz para mim?
— Sim!
Carla ponderou por um momento e perguntou cautelosamente: — Você pode passar a guarda da Beatriz para mim?
Ricardo respondeu com cuidado: — Vamos ter guarda compartilhada! Você fica com ela quatro dias por semana e eu três. Pode ser?
Ao terminar de falar, ele fixou o olhar nos olhos de Carla, esperando que ela não o culpasse mais.
Essa era a maior concessão que ele podia fazer. Ele também não suportava se separar de Beatriz.
O que ele não sabia era que Carla planejava conseguir a guarda para se vingar dele.
Carla temeu parecer muito ansiosa e despertar a suspeita de Ricardo, então concordou apressadamente: — Tudo bem, vamos combinar assim.
Depois da refeição, Ricardo entregou uma caixa de incenso personalizado para Carla.
— Pedi a alguém para fazer um incenso calmante especial, é bom para o seu sono. Se você estiver disposta, eu agendo um especialista em psicologia para você. Não adie mais o tratamento da depressão.
Além de Beatriz, Carla não queria nenhum envolvimento com ele, recusando: — Não precisa.
Ela também não aceitou o incenso.

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