O tom de voz dela era gentil e dócil.
Beatriz gostava muito de ser alimentada pela mãe. A boca pequena não parava de mastigar e ela disse: — Gostoso, tão gostoso!
De vez em quando ela trocava algumas palavras com Marcos. Com Ricardo presente, Marcos não se animava, achando que ele estava estragando o clima.
Ricardo tentou falar com Carla diversas vezes, mas em todas as vezes ela cortava a conversa e se recusava.
Depois do jantar, Ricardo permaneceu sentado por um longo tempo, e Carla simplesmente o ignorou, conversando com Marcos enquanto segurava Beatriz.
Assim como ele havia a ignorado em público.
Ricardo finalmente controlou os seus sentimentos e disse: — Vamos conversar sobre a custódia de Beatriz.
Carla pediu a Cecília e Marcos que descessem com Beatriz para brincar. Marcos ficou preocupado, mas Carla insistiu que descessem.
Apenas os dois ficaram na casa. Ricardo olhou nos olhos de Carla por um bom meio minuto e ele mesmo perdeu o rumo da sua mente, mas Carla não teve nenhuma reação.
Ele teve absoluta certeza; ela simplesmente não o amava.
— Peça ao Gustavo para não processar Natália no momento. Eu prometo que, em dois meses, darei a você uma resposta satisfatória.
Carla o olhou pelo canto dos olhos, achando-o cômico.
Ela apontou para a mesa de jantar: — Ontem à noite você prometeu da sua própria boca que não iria salvar aquela mulher. Ontem a nossa filha precisou de você, eu liguei por vídeo e você não atendeu. Estava lá bancando o herói para salvar a sua amante. Se eu acreditar em você novamente, eu serei uma completa tola.
Ricardo tirou friamente um acordo de custódia da pasta, usando a guarda de Beatriz como troca.
Contanto que Carla desistisse do processo, ele entregaria a guarda de Beatriz para ela.
O acordo dizia que ele poderia visitar Beatriz duas vezes por semana.

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