Natália ficou sem resposta com a pergunta. Ela simplesmente não entendia nada desses assuntos, na empresa ela só servia de figura decorativa.
A maior parte dos assuntos oficiais era tratada pelo vice-presidente que Ricardo havia enviado para lá, e ela entendia menos ainda da área técnica.
Carla deu uma risada fria. — Tem graça fingir que entende? Vocês dois, vão embora. Estou muito ocupada e não tenho tempo a perder falando besteira com vocês.
Depois de dizer isso, ela nem esperou Ricardo falar. Apenas pegou o computador e saiu.
Rafael também não demorou; despediu-se e foi embora.
Natália bateu os pés de raiva, com os olhos cheios de lágrimas, e disse a Ricardo: — Ricardo, ela só não quer me ver bem. Se não conseguirmos a autorização da StarLink, o que vamos fazer agora?
Ricardo a consolou com suavidade: — Não tenha medo, eu cuido de tudo.
Nesse momento Gabriela passou por eles, revirou os olhos e falou para os colegas ao lado: — No futuro vocês precisam aprender três manhas: se colar no homem, fazer drama e chorar. Desse jeito o homem fica todo dedicado a você.
O colega ficou confuso. — Gerente Gabriela, você não costuma dizer sempre que as mulheres não devem depender dos homens?
Gabriela fez uma voz fina imitando Natália. — Mas se você achar um homem que não enxerga os defeitos, segura ele com força. Ele vai querer te dar tudo o que tem, e você não precisa se esforçar por nada.
O colega ficou perplexo com o comportamento estranho de Gabriela hoje.
Diante das provocações de Gabriela, Natália apenas continuou se fazendo de coitada, sem ousar xingar de volta na frente de Ricardo.
Depois que os dois entraram no carro, Ricardo disse com culpa: — Natália, eu acabei prejudicando você. Não se preocupe, eu com certeza vou fazer a StarLink deixar de lado o preconceito contra a Nexus.
Natália perguntou nervosa: — O que você planeja fazer?

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