Gabriel viu Carla no corredor; ela já estava com os dois olhos vermelhos e inchados de tanto chorar.
Gabriel sabia que era por causa de Beatriz. Ele entrou na sala de reuniões e avisou a Ricardo que Carla estava esperando do lado de fora.
Ricardo falou com uma voz fria: — Que espere. Ela não quer me ver morto? Então vou deixá-la sentir a dor no coração também.
Toda vez que pensava nela cooperando com Enzo, Ricardo ficava com dor no corpo inteiro de tanta raiva.
Ricardo ficou ocupado até as cinco da tarde e só então saiu da sala. Carla avançou com os olhos vermelhos e exigiu saber: — Onde você meteu a minha filha?
Os executivos do departamento de investimentos que estavam na reunião trocaram olhares, e Gabriel e Felipe apressaram-se a colocar todos eles no elevador.
Ricardo segurou o braço de Carla com força. Os cantos dos olhos dele também estavam vermelhos. — Você prefere se juntar ao Enzo a me deixar em paz. Você me odeia tanto assim?
Carla riu de repente; era um riso cheio de deboche e impotência.
O homem que ela tinha amado nunca acreditava nela, só confiava nos sinais que os outros lhe davam.
Depois de rir, Carla rangeu os dentes e praguejou: — Você é louco? Você acredita em tudo que o Enzo te fala, como você conseguiu vencer ele?
Acha que eu não sei do que é feita a sua família Monteiro? Acha que eu cooperaria com ele? Não me insulte.
Marcos chegou na mesma hora e abriu as mãos de Ricardo. — Monteiro, você e a Carla já se divorciaram. Você trocou a guarda da Beatriz pela sua mulher. Se arrepender e levar a Beatriz à força é para matar a Carla de vez?

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