Cecília desviou o olhar friamente:
— Não me chame de cunhada. Eu e seu irmão rompemos o noivado. Sua futura cunhada pode ser qualquer uma, menos eu. Não posso aceitar essa responsabilidade.
A declaração de Cecília fez com que todos na sala prendessem a respiração.
A notícia do rompimento do noivado de Cecília e Gustavo ainda não havia sido anunciada publicamente.
Por isso, ninguém levou a sério, pensando que era apenas Cecília sendo mimada e irritada com Amada.
Alguém não pôde deixar de zombar em voz baixa:
— Ah, que cena. Como se fosse realmente romper o noivado. Todo mundo te conhece.
Cecília não deixou passar.
Ela sorriu, caminhou até a pessoa e a confrontou diretamente:
— Você é surda? Não entende o que as pessoas dizem? Uma pessoa desse tamanho com a capacidade de compreensão de um aluno do primário? O que foi, você cresceu junto com a placenta?
Cecília partiu para o ataque com força total.
Ultimamente, ela estava muito feliz.
Abrindo sua própria empresa, trabalhando com pessoas que compartilhavam de sua paixão, reconciliando-se com o professor com quem brigara por anos, com pais que a amavam, um irmão que a mimava...
Longe de Gustavo, longe do pântano que era a Família Serra, Cecília descobriu, surpresa, que lá fora nunca esteve chovendo.
Fora sempre ela que se prendera em seus próprios pensamentos, aprisionando-se em um abismo sem fundo.
Mas algumas pessoas insistiam em perturbá-la.
A pessoa que Cecília confrontou era Esther Fonseca, uma das amiguinhas de Amada e a princesinha da influente Família Fonseca na Cidade Liberdade.
Ela, naturalmente, não suportou tal humilhação. Seu rosto ficou vermelho, os olhos marejaram e os lábios tremiam de raiva.
— Cecília, você passou dos limites! Me chamar de placenta na frente de todo mundo? Você não tem a menor classe!
— E você tem classe? Fofocando pelas costas. Por que não tem coragem de dizer na minha cara?
Cecília, sem mais paciência, levantou a mão e deu um tapa em Manuela.
— Ouse mencionar minha mãe mais uma vez. Você sabe tanto sobre educar filhas que criou uma santinha do pau oco, que adora se meter no relacionamento dos outros para ser a amante.
Manuela olhou incrédula, cobrindo o rosto e gritando:
— Cecília! Você se atreveu a me bater!
O rosto de Amada também se contraiu de repente.
Seus olhos rapidamente ficaram vermelhos. Ela puxou suavemente a manga de Manuela, e sua voz doce e delicada continha um choro quase imperceptível.
— Mãe, me desculpe, a culpa é minha por te fazer sofrer. Não fique com raiva da cunhada. Ela simplesmente me odeia, só de me ver já fica irritada. Então, é melhor eu ir embora, não é?
— Afinal, eu e Júlio somos órfãos e viúva, não somos bem-vindos em lugar nenhum. Eu vou embora para não irritar a cunhada. Não brigue com ela, eu peço desculpas a você em nome dela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir
Pessoal aqui da plataforma,agora que os capítulos são pagos eles tem que pelo estarem completo tem capítulos aqui que estão incompleto dificultando o entendimento da história por favor revisem para nós leitores não ficarmos sem a história completa 😕...