Não havia muitos carros e a brisa da noite entrava pela janela. Kaylee ainda estava sentada no colo de Mark enquanto os dois se abraçavam. Ele podia sentir o calor vindo do corpo dela.
“E você quer isso?” Kaylee sussurrou.
Mark bufou e a beijou na testa. “O que você acha?”
Ela bateu as pálpebras sem dizer nada.
“Devo procurar um hotel ou voltar para a nossa casa?” Mark fez outra pergunta.
Kaylee ficou atordoada por um momento antes de entender o que ele queria dizer. Sua boca se contraiu, mas ela não conseguia dizer uma palavra.
Mark olhou para ela por dois segundos e decidiu em seu nome. “Vá para o hotel mais próximo.”
Sullivan, que estava no banco do motorista, ficou sem palavras.
Mas que m*rda é essa! Como a maré mudou tão de repente? Eu nem tive tempo de reagir! Eles estavam se odiando quando entraram no carro, mas agora eles estão falando sobre… ir para um hotel em vez de ir para o hospital?
“Você não entende a linguagem humana?”
Sullivan respondeu apressadamente: “Entendi, Jovem Mestre Hawking. Ligarei o GPS e procurar o hotel mais próximo agora mesmo.”
Kaylee de repente percebeu haver mais do que os dois ali quando ouviu a voz de Sullivan. Suas orelhas ficaram vermelhas em um instante e ela subconscientemente enterrou a cabeça nos braços de Mark. Que vergonha! Isso é muito embaraçoso!
Logo, eles chegaram a um hotel. Sullivan já havia reservado um quarto com antecedência. Quando eles saíram do carro, ele empurrou a cadeira de rodas de Mark e correu para o elevador.
Todas as pessoas que estavam esperando para se registrar ou apenas passando no corredor testemunharam aquela cena chocante.
Um homem em uma cadeira de rodas estava sendo levado às pressas por outro homem enquanto havia uma mulher coberta por um paletó em seu colo.
Depois que eles saíram de cena, alguém perguntou: “Será que eles vão fazer um… ménage?”
…
Sullivan saiu assim que os deixou no quarto, pois sabia que o que estava prestes a acontecer não tinha mais nada a ver com ele. Ele trancou a porta, desceu as escadas e voltou para o carro. Depois de um momento de reflexão, ele dirigiu o carro para longe para procurar um lugar para comer.
Enquanto isso, Kaylee estava tonta e pouco consciente quando sentiu que estava sendo colocada em uma cama macia. De repente um corpo pesado a atacou.
No início, ela sentiu que o homem era pesado, e aquilo dificultava sua respiração. Mas lentamente, ela achou o calor de seu corpo confortável, e a aura que ele exalava a fez querer se aproximar cada vez mais.
Kaylee arqueou seu corpo e empurrou sua cintura para frente a fim de encurtar o espaço entre eles. Suas ações foram feitas inconscientemente, e Mark notou que seu olhar agora estava totalmente embaçado. Durante o caminho ela estava forte, pois conseguia falar com ele, mas agora…
Mark abaixou o corpo e pressionou contra os pulsos dela. Mas antes que pudesse fazer um movimento, uma memória correu em sua mente… Ele ia transar com Kaylee, mas ela chorava e se recusava, dizendo que ela poderia perder seu bebê se eles continuassem.
Seu coração não deveria ter amolecido por uma criança b*starda. E daí se ela perdesse o bebê? Aquilo nada tinha a ver com ele. Mas… Seu coração doía quando via aquela mulher chorar.
Ele se forçou para se sentar ao lado dela na cama, e a olhou com uma sensação mista. Mark, o que está acontecendo com você? Esta mulher é digna da sua piedade? O bebê na barriga dela nem é seu!

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