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Namoro por contrato- O Quarterck que me rejeitou romance Capítulo 5

Nolan Kingston

Merda, nem em um milhão de anos imaginei que estaria aqui agora, sendo o protagonista de mais um escândalo, quando sabia que isso era tudo o que deveria evitar se não quisesse perder mais contratos. A verdade, no entanto, era que quebrar a cara de Brody estava entre as coisas preferidas na minha lista secreta de desejos, e foi por essa merda que não perdi a oportunidade de revidar.

O soco que o desgraçado acertou não fez sequer cócegas no meu queixo, mas bastou que meu punho o acertasse para que respingos de sangue deixassem o nariz do infeliz. Quando alguns caras do time se enfiaram entre nós dois, tive certeza de que não teria conseguido parar sozinho. O encarei, ainda ofegante, com os punhos cerrados, tremendo de ódio. Queria acreditar que nossa rivalidade acontecia porque sempre nos dávamos mal nas reuniões, ou pela fama de filho da puta que o desgraçado tinha com as mulheres, mas desonesto não estava entre os meus defeitos, e isso fez com que eu encarasse a culpada por tudo.

Não que ela soubesse que eu odiava Brody porque conseguiu não apenas namorar a minha ex melhor amiga, mas tomá-la de mim, porra.

Andei até Angélique quando percebi que estava tremendo. Os olhos azuis intensos me encaravam de um jeito assustado que eu odiava. — Você está bem? — Questionei.

Foi surpresa que ela tenha estendido as mãos para tocar meu queixo, mas foi ainda mais intenso sentir os dedos macios deslizarem pela minha mandíbula, num hematoma que só agora começava a latejar. — Eu quem deveria estar perguntando isso... — Sussurrou.

Porra, se estava bem? Claro que não. Como eu estaria, quando tudo o que conseguia pensar era em agarra-la no meio daquele salão cheio de pessoas nos encarando e tirando fotos?

Como um babaca hipnotizado, não consegui desviar os olhos dela. Angel sempre foi excepcional com o cabelo em uma confusão de ruivo e loiro e olhos azuis, mas parecia diferente agora. Não era mais a menina que eu conhecia e que parecia inocente demais para o mundo em que desejávamos na época. Era mais mulher, mais linda e, para a minha desgraça, infernal de tão atraente.

— Nolan? Você ouviu algo do que eu disse?

— Merda, desculpe. Pode repetir?

As sobrancelhas franzidas da infeliz deixaram o rostinho confuso quase irresistível.

Qual a porra do meu problema? A última coisa de que preciso é me envolver de verdade com a única mulher com quem eu não deveria. Se no passado tive medo de estragar nossa amizade, agora havia bem mais a perder.

Nunca fui um cara ruim, mas estava longe de ser o melhor namorado do mundo. Magoar mulheres era algo que eu parecia fazer bem, embora nunca fosse essa a intenção. Não era minha culpa se elas não entendiam o que sexo casual significava, e, ainda assim, quando começava a notar os sinais, já tinha um novo nome na lista, apenas esperando para me difamar na mídia, claro.

— Nossa, vamos sair daqui. Você não está bem. — Angélique murmurou, mas era ela quem estava pálida.

Olhei uma última vez para o Brody, que agora dava uma entrevista coletiva improvisada, enquanto todos no salão pareciam interessados no que o infeliz tinha a dizer.

Agarrei a cintura da Angel e a puxei comigo para o lado oposto ao que ela estava tentando me arrastar.

— Nolan, o que você... o que está fazendo? Ficou doido?

Isso é verdade? 1

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