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Não corra, minha esposa! romance Capítulo 103

Os guarda-costas ficaram parados e não ousaram fazer barulho quando viram Timothy.

Yosef deu uma olhada rápida na equipe médica, a qual correu com a maca, estendendo-a para pegá-la.

"Deixe que eu faço isso!", Timothy gritou.

Timothy olhou para as mãos estendidas e colocou Chloe, que estava semiconsciente, na maca com muita leveza.

Os paramédicos levaram a menina para dentro da ambulância.

Timothy pisou no carro com um de seus pés. Assim que o grandalhão se levantou, a equipe médica ficou tão assustada que sufocou por um tempo e o encarou sem expressão, sem se mexer.

"O que vocês estão fazendo olhando pra mim? Salvem-na!", Timothy gritou.

Ele os encarou de volta.

Onde Yosef encontrou aquele bando de lixo?

"Sim, claro."

Um dos médicos levantou-se depressa e disse: "Tragam a máquina!"

Timothy sentou-se, levantou a cabeça e viu duas enfermeiras colocando Chloe para deitar de lado. Elas abriram a boca de Chloe com força. O médico pegou o tubo e o inseriu diretamente na boca de Chloe, como se estivesse inserindo-o em um objeto sem vida.

"Seja mais gentil, p*rra!", Timothy repreendeu.

As sobrancelhas dele se contraíram enquanto ele se apoiava com as mãos, cerradas em punhos, sobre os joelhos.

......

O médico estava tão assustado que quase deixou cair o tubo. Ele fez o possível para se equilibrar antes de continuar inserindo-o na boca dela até fundo no estômago.

"Hmm…"

Chloe estava semiconsciente mesmo com a dor que sentia.

A ambulância chegou sem problemas ao hospital.

"Segurem-na", ordenou o médico.

Em seguida, ele instruiu a enfermeira a apertar o botão de ligar, retirou uma porção do suco gástrico do estômago de Chloe, entregou à enfermeira e começou a introduzir líquido para realizar a lavagem gástrica.

Uma grande quantidade de líquido passou direto pelo tubo até o estômago de Chloe. Ela estava semiacordada por causa da dor. Por isso, franziu a testa fortemente.

Provavelmente, aquilo causava uma dor terrível, pois ela balançou a mão, sinalizando para que as duas enfermeiras se afastassem.

O tubo vibrou no seu estômago.

"Ah, não...", o médico gritou ansiosamente.

"Se afastem, deixe que eu faço isso!", Timothy exclamou.

Ele empurrou as duas enfermeiras para o lado. Segurando o braço fino de Chloe com uma mão, ele conteve o corpo dela com força, impedindo-a de se mover.

"Ai, ai..."

Chloe tentou lutar contra a dor, mas não conseguia se mexer. Por isso, ela teve que ser segurada para passar pela lavagem gástrica.

Timothy ficou olhando para ela. Aquela cena era bem desagradável.

Ela estava deitada de lado, de forma que todo o seu corpo ficava encolhido. Seus cabelos longos estavam totalmente encharcados de suor, seu rosto estava pálido e não havia vestígios de sangue nela.

Foi a primeira vez que ele a viu com tanta dor.

Ela não era como as garotas comuns com as quais ele estava acostumado.

Timothy inclinou-se e ficou ali parado, olhando para ela. Depois de um tempo, a palma dele deslizou no braço magro, frio e suado dela até a ponta do dedo e entrelaçou seus cinco dedos finos com os dela.

Assim que ele prendeu sua mão a dela, Chloe, por reflexo, a segurou e apertou ainda mais forte, causando dor na falange dele.

"Relaxa, eu tô aqui com você e vou te apoiar mesmo se o céu estiver caindo", Timothy assegurou para ela.

Ele abaixou a cabeça, sussurrou no ouvido de Chloe e arrumou o cabelo molhado dela que estava grudado no seu rosto feminino.

Quando essas palavras foram ouvidas, a mão de Chloe o apertou ainda mais, como se a vida dela dependesse disso.

Gradualmente, ela começou a se acalmar, seus olhos estavam bem fechados, e Timothy não sabia dizer se ela estava dormindo, ou em coma, ou... morta.

……

Uma luz brilhou nos olhos de Chloe.

A princípio, era uma luz fraca, depois se tornou uma luz mais forte e, um pouco mais tarde, ela viu as janelas cobertas pelo sol e as paredes brancas.

Aquilo machucava.

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