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Não corra, minha esposa! romance Capítulo 110

"Bang!"

Em meio à batida ensurdecedora, o grito de Fatima não foi ouvido.

O som de pneus derrapando na estrada havia sumido.

Houve um silêncio abrupto, e apenas dois pássaros podiam ser vistos voando no céu cinzento.

"Ah!"

Hailey gritou.

Chloe parou abruptamente e se virou, apenas para ver o carro de Yasmin parado, com sangue acumulando-se devagar debaixo dele.

Era tão vermelho que desagradava o olhar.

Para parar o carro de Yasmin, Fatima o bloqueou com o corpo e ficou presa entre as rodas.

Parecia que o tempo havia parado naquela cena.

Chloe ficou lá, com seu rosto pálido, o qual parecia estar sem vida.

Os guarda-costas viram aquilo e correram enquanto Yasmin, que estava sentada no banco do motorista, entrou em pânico. Suas mãos estavam movendo-se, sem saber aonde segurar.

Chloe percebeu instantaneamente o que Yasmin ia fazer, então cerrou os dentes e gritou.

"Não ouse fazer isso!"

Chloe continuou lá e lançou um olhar mortal para Yasmin.

No entanto, assim que ela disse isso, Yasmin puxou a marcha ré, pisou no acelerador e deu ré.

"Bang."

Outro barulho alto pôde ser ouvido.

O carro acelerou rapidamente, e o corpo machucado de Fatima caiu para fora, deitado imóvel sob o sol. O sangue escorria de seu corpo como uma pintura enorme.

Alguns guarda-costas quiseram persegui-la, mas o líder da equipe os impediu: "Agora não é hora de persegui-la. Eles podem nos atrair pra longe da Srta. Nelson de novo. Proteger a Srta. Nelson é nossa prioridade agora."

Esse era o dever deles.

Os guarda-costas correram para ficar diante de Chloe protegendo-a, sem ousarem baixar a guarda.

A equipe médica prestou atendimento emergencial fora da entrada do hospital.

Fatima ficou na sala de emergência por uma hora inteira.

O corredor fora da sala era comprido e frio. Chloe, sentada na cadeira de rodas na qual Fatima havia insistido que ela sentasse, olhava solenemente para a entrada da sala de emergência.

Hailey derramou tantas lágrimas que não conseguia mais chorar. Ela gemia, com as mãos entrelaçadas, implorando aos céus para que ela fosse salva.

Aquela espera tornava-se mais intolerável a cada segundo que se passava.

Ninguém sabia qual era a resposta.

Algum tempo depois, a entrada da sala de emergência se abriu e Chloe apertou mais forte o apoio de braço da cadeira de rodas.

Hailey aproximou-se depressa primeiro, chorando e perguntando: "Como foi, doutor? Como ela tá?"

O silêncio prevaleceu por um momento.

O médico tirou a máscara e balançou a cabeça com pesar, antes de contar o resultado: "Sinto muito pela sua perda."

"Ela se foi? Ela não sobreviveu?"

Hailey perguntou sem conseguir pensar em mais nada e começou a chorar: "Impossível... Ela estava bem hoje de manhã. Como ela pode simplesmente não estar mais? Doutor, por favor, salve-a de novo. Tente salvá-la mais uma vez."

"Meus pêsames."

O médico pediu desculpas novamente.

Depois de chorar por bastante tempo, Hailey finalmente caiu em si e olhou imediatamente para Chloe.

Ela notou que Chloe ainda estava sentada na cadeira de rodas e que ainda não havia nenhuma expressão em seu rosto, nem alegria, nem raiva, nem tristeza. Seus olhos estavam fixos olhando para frente e parecia que o resto de seu corpo carecia de emoção.

Hailey correu: "Senhorita Nelson, você tá bem?"

Chloe só ficou sentada lá, sem olhar para ela, mas seus lábios tremiam como se ela estivesse falando consigo mesma: "Pensei que eu era cruel o bastante, mas isso não é o bastante, tá longe de ser."

O que ela estava falando?

Hailey balançou o braço e implorou preocupada: "Senhorita Nelson, não fique assim. Você pode chorar quando se sente triste."

"Eu não posso chorar."

Chloe respondeu levemente.

"Senhorita..."

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