Chloe continuou sentada, olhando para ele com calma: "Sr. Law, vá em frente. Assim, fico devendo menos a você."
Assim que a dívida fosse paga, ela estaria livre.
Como?
Ela estava zombando dele?
Já que ela não havia tentado escapar, como ele poderia quebrar a perna dela?
Timothy pigarreou desconfortavelmente e se inclinou para remover a trava de quebrar os ossos dela. Os joelhos de Chloe estavam azuis, o que era angustiante.
Ele franziu a testa, olhou para ela e disse: "A ineficiência de Yosef te afetou. Vou arranjar alguém pra espancá-lo para que ele não possa mais usar nem metade do corpo. Dessa forma, você pode descarregar sua raiva."
Depois de ter errado com alguém, ele continuou esquivando-se de assumir responsabilidade.
Quando ouviu isso, Chloe quis rir.
Ela olhou nos olhos de Timothy e disse com indiferença: "Não precisa. Já que sou sua, você pode fazer o que quiser comigo. Não preciso descarregar minha raiva em ninguém."
O que ela disse...?
Ela não sabia como ficar com raiva de uma pessoa.
Timothy sentou-se na frente dela, olhou para ela e disse solenemente: "Você não deveria ter se encontrado com o cara da família Dunlop."
Naquele instante, ele ainda insistia que não tinha culpa.
"Isso significa que você vai arrancar meus olhos agora?"
Dessa forma, ela não conseguiria ver nenhum homem e, assim, ele poderia satisfazer seu desejo intenso de controlá-la.
O rosto de Timothy ficou frio: "Chloe, você não pode falar desse jeito comigo."
Chloe sentou-se na cadeira de rodas, abaixou a cabeça devagar, olhou para os seus joelhos azuis e parou de falar.
Os olhos de Timothy caíram para os joelhos dela, onde os dedos de Chloe estavam. Suas sobrancelhas contraíram-se novamente, e ele estendeu a mão para acariciá-la. Chloe levantou-se imediatamente da cadeira de rodas, evitou o toque dele e disse levemente: "Sr. Law, eu quero ir estudar. Posso?"
Ela era respeitosa, mas derespeitosa ao mesmo tempo.
"Não..."
"Obrigada, Sr. Law."
Chloe curvou a cabeça para ele, virou-se e saiu dali. Carregando a mala de livros, ela subiu as escadas.
Timothy sentou-se na mesinha de centro e olhou para as costas dela.
Ele estava tão zangado. Ele permitiu que essa mulher fosse embora?
Mas que di*bos!?
Ela disse que não havia motivo para ficar com raiva, no entanto, ela estava claramente brava.
……
Estava quieto no escritório enorme.
As luzes estavam acesas. Chloe estava sentada à escrivaninha, lendo um livro. Ela queria recuperar o tempo perdido e, por isso, estava estudando o mais rápido possível os assuntos anteriores de Direito.
Ocasionalmente, ela esticava o braço para esfregar o joelho dolorido.
Isso era bom. O que Timothy fez apenas a encorajou a ir embora o mais rápido possível.
As notas de Chloe sempre foram boas desde criança, e ela se lembrava de tudo o que lia. Ela folheava o livro uma página por vez, anotando os pontos importantes.
Toc, Toc.
Houve duas batidas na porta.
Chloe olhou para a hora e logo soube que era Hailey vindo chamá-la para jantar, então ela disse, sem levantar a cabeça: "Hailey, não vou jantar."
A porta foi aberta por fora.
Não houve movimento por bastante tempo, mas ela sentiu como se estivesse sendo observada.
Foi uma sensação muito desconfortável.
Chloe não pôde deixar de desviar o olhar do livro. Ela estava prestes a olhar para cima quando um pote verde transparente foi colocado no livro a sua frente.
O pote estava cheio de balas de menta.
Uma mão — com unhas cortadas, curtas e limpas — pousou em cima do pote.
"Pra você."
A voz grave e magnética do homem caiu em seus ouvidos por cima de sua cabeça.
Havia um pote de macarons coloridos em cima de seu livro de Criminologia.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não corra, minha esposa!