Um silêncio estranho e constrangedor preencheu a sala de estar.
Timothy e Chloe sentaram-se em silêncio, com a tranquilidade os rodeando.
Yosef Shaw entrou pela porta e ouviu o comentário de Timothy.
Yosef olhou para Chloe cautelosamente e disse em voz baixa: "Ela realmente se parece com ela. Quando a Jovem Senhorita ficou doente, ela se manteve quieta e nunca fazia barulho. Ela manteve sua elegância e tranquilidade até no dia em que se foi."
Suas observações pareciam fazer com que Timothy lembrasse do passado. Timothy murmurou com uma voz particularmente profunda, como se estivesse reprimindo alguma emoção: "Ela também tinha vinte e um anos quando morreu."
Yosef suspirou e mudou de assunto: "Recebi o relatório do exame físico da menina. Ela é muito saudável e não tem doenças infecciosas. Seu humor é estável, e ela não fica atacando as pessoas quando bem entende. Você não vai estar em perigo perto dela, mas é melhor prevenir do que remediar."
Timothy voltou a si e abaixou a cabeça para arrumar a abotoadura de diamante enquanto perguntava: "E quanto à identidade dela?"
"Ainda não a encontrei", Yosef abaixou a cabeça após responder e não ousou olhar nos olhos de seu chefe.
Com um sorriso de escárnio, Timothy disse: "Deixe pra lá então. Ela é só uma substituta. Não importa se descobrirmos quem ela é, ou não."
Chloe mordeu o lábio e revirou os olhos de desdém.
Pelo visto, ela estava sendo utilizada como uma substituta da ex-amante desse homem provavelmente.
A pessoa que ele amava estava morta. Ele era incapaz de lidar com a dor e seguir em frente, então ele procurou por uma substituta no mundo todo e, enfim, a encontrou. A situação era essa?
Mas que di*bos?
Parecia que ela havia nascido para ser uma substituta a vida toda.
Quando ela era criança, ela era a irmã salvadora de Lily.
Agora, ela era a amante substituta de Timothy Law.
Era ultrajante.
Chloe xingou o quanto quis em sua mente até satisfazer seu coração, mas, por fora, ela permaneceu calma e quieta.
Timothy acenou e ordenou: "Tudo bem. Saia. Vou descansar um pouco aqui."
"Entendido", Yosef abaixou a cabeça e saiu, conforme ordenado.
Chloe deitou-se no sofá e observou Timothy levantar-se. Ele tirou o casaco e jogou nela.
As mãos dela, que estavam cobertas pelo casaco dele, não paravam de tremer.
O que estava acontecendo? Por que ele estava tirando as roupas na frente dela em plena luz do dia?
Enquanto ela reclamava, ele se inclinou de repente e fez carinho no rostinho dela, como se estivesse cuidando de um animal de estimação.
"Ouça. A partir de agora, você pertence a mim. Seja boazinha, entendeu?", enquanto falava, ele olhava diretamente nos olhos de Chloe. Os olhos dele, levemente erguidos, estavam cheios de uma arrogância frívola.
Os dedos de Chloe tremiam um pouco, e ela sentiu um arrepio na espinha.
O que ele quis dizer com aquilo?
Ele a trouxe de volta para que pudesse satisfazer sua luxúria com ela?
Afinal, ele era poderoso, então não havia nada que não pudesse fazer.
Enquanto ela pensava, Timothy já havia começado a desabotoar a camisa.
Ele colocou os dedos no botão e lentamente o desabotoou.
Mas, agora, Timothy estava interessado nela, uma lunática, e queria prendê-la para que ela se tornasse sua parceira sexual.
Que ultrajante!
Ela tinha que sair daquele lugar m*ldito o mais rápido possível!
Ela morou ali por alguns dias, então já estava bastante familiarizada com a estrutura da casa.
Enquanto Timothy tomava banho, Chloe correu depressa para o quarto de hóspedes e abriu a janela.
Ela saltou para fora do quarto, escalou a parede externa e ficou lá fora.
Conquanto ela não fizesse nenhum som, ela não seria descoberta.
No entanto, as paredes estavam cobertas de cercas elétricas. Sem ajuda externa, ela inevitavelmente acionaria o sensor e seria descoberta.
Chloe estreitou os olhos e decidiu tentar.
Entretanto, assim que ela se apoiou no peitoril da janela e estava prestes a pular para fora, ouviu um som de passos do lado de fora da porta.
Chloe ficou atordoada por um instante.
Timothy havia acabado de tomar banho? Que rápido!
Ela olhou surpresa para a porta. Ela podia ouvir que os passos estavam cada vez mais próximos e, finalmente, pararam na porta.
Houve o som de um clique.
A porta foi aberta...

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