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Não corra, minha esposa! romance Capítulo 81

Timothy soltou uma risada e disse em voz baixa: "É isso que vou fazer. E o que você pode fazer contra mim?"

"..."

"A mulher que eu quero, independente se estiver podre e fedorenta, ou até morta, deve estar nos meus braços e apenas nos meus. Como eu poderia dar sua doçura aos outros?"

Ele olhou de soslaio para ela e disse as palavras mais absurdas como se fosse algo natural.

Isso quer dizer que ela não poderia confrontá-lo.

Chloe cerrou os dentes e o encarou de forma mal-humorada.

Timothy continuou: "Seja obediente. Seja minha gatinha. Se você quer se vingar ou pintar, tudo vai depender de você. Mas, se você não me ouvir, não vai conseguir fazer nada."

A única resposta possível era A, não B.

"Você tá me obrigando." Disse Chloe relutantemente.

Ela não era o tipo de mulher que poderia ficar com um homem poderoso para obter segurança instantânea.

Timothy continuou sentado ali, com seus dez dedos cruzados e pressionando lentamente contra sua mandíbula. Seus lábios finos estavam manchados de suco de cereja, o que fazia com que ele parecesse f*da. "Se eu realmente quisesse te obrigar a alguma coisa, você estaria com duas algemas nas mãos e nos pés", ele explicou.

Essa seria a prisão de verdade.

Ele já estava sendo tolerante o suficiente por enquanto.

"Sr. Law, você sequer tem algum limite?"

Chloe ficou parada ali, com a respiração irregular.

O que ela havia feito para ser algemada por ele?

"Não me forçar em você é o meu limite", houve um flash de luz nos olhos de Timothy, e ele era hipócrita.

"..."

Ora ora ora, isso se parecia com algo que um cavalheiro diria?

Ele realmente achava que tinha caráter?

Chloe teve vontade de cuspir um bocado de sangue no rosto dele. Ela estava focada em encará-lo e não fazia ideia de que havia apenas dois caminhos apresentados a ela até agora — um era submeter-se ao Timothy e o outro era revidar.

Ela tinha que pagar um preço alto não importa qual escolhesse.

Ela ergueu lentamente a mão que estava sobre a mesa e disse: "Vou pensar a respeito."

Chloe virou-se para sair, mas seu punho foi agarrado por Timothy. Ele ainda estava sentado ali, olhando-a profundamente: "Vou ir no seu quarto hoje à noite."

"..."

Chloe queria virar a mesa dele.

...

Nesse dia, Timothy não saiu.

Chloe ficou sentada sozinha na sala o dia inteiro. Ela mal conseguia ouvir direito Hailey e Fatima chorando de medo. Ela olhou para a porta. Os guarda-costas bem treinados estavam todos equipados com armas.

Quando Chloe abriu os olhos, ela sentiu vontade de lutar da forma mais difícil. Quando ela fechou os olhos, ela se viu no covil dos bandidos. Duas mulheres, que, se juntassem suas idades, tinham cem anos, estavam de pé, servindo como um escudo na frente dela.

Nesse mundo, os favores eram as coisas mais difíceis de retribuir.

"Hailey tá com pressão alta? Meu rosto ficou vermelho só de olhar pra ela. Será que os vasos sanguíneos dela vão estourar ou algo do tipo? Devemos contar para o Sr. Law sobre isso?", os dois guarda-costas conversavam enquanto saíam do quarto da empregada.

"O Sr. Law não daria bola. Não se meta em encrenca, tá bom?"

"Você tem razão."

Os dois guarda-costas disseram enquanto andavam. Quando eles viram Chloe sentada no sofá com uma expressão fria, eles abaixaram a cabeça e passaram por ela sem nenhuma expressão em seus rostos.

Chloe levantou-se e foi até a porta do quarto onde Hailey estava trancada. Um guarda-costas a deteve e só abriu um pouco a porta para que ela olhasse lá dentro.

Ela viu Hailey e Fatima, em agonia, sentadas no chão. Suas mãos estavam amarradas atrás de seus corpos. Era como se houvessem entrado no covil de outro bandido logo depois de terem saído de um.

Chloe nunca foi uma pessoa que hesitava. Quando ela viu essa cena, ela imediatamente se decidiu. Ela se virou e andou em direção à cozinha. Ela tirou as panelas, tigelas e conchas uma por uma, assim como as garrafas e latas do armário superior.

Ela despejou água na panela, ferveu e depois acrescentou fatias de gengibre, açúcar mascavo, ervas, ovos e tâmaras vermelhas.

"O que você tá fazendo, senhorita?"

De repente, Yosef apareceu atrás dela e observou com curiosidade.

Chloe não se assustou. Ela se virou para olhar para ele e falou como sempre: "Nada. Eu tomei um susto por causa dos sequestradores hoje, então tô fervendo um chá relaxante pra me acalmar."

Sentindo que não era o suficiente, Chloe colocou mais duas colheres de açúcar mascavo na panela.

Yosef sentiu que o chá estava muito doce: "É assim que se prepara um chá relaxante?"

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