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Não Queria Sejamos Casais? Ok, Me Chame De Cunhada! romance Capítulo 958

Valentim, por sua vez, observava Tania com a expressão afetuosa de um pai admirando a filha. Quanto mais a olhava, mais se encantava.

Como seria maravilhoso se ela fosse sua filha.

Naquele momento, Arthur segurava um garfo. Observando o perfil claro da jovem, ele perguntou em voz baixa:

— Gosta de goiaba?

Tania virou o rosto, encontrando o olhar dele, e respondeu com indiferença:

— Não gosto.

Valentim ficou sem palavras. Ele sabia que era mentira.

Arthur apertou os lábios finos em um sorriso satisfeito. Puxou a fruteira sobre a mesa e ergueu levemente o queixo.

— O que você gosta de comer?

— Laranja, eu acho.

Apesar da resposta, logo em seguida, Arthur acabou lhe dando vários pedaços de goiaba na boca.

Então, Valentim, que havia sido ignorado por um bom tempo, estreitou os olhos e bateu os nós dos dedos na mesa.

— Menina, o que aconteceu com o seu rosto?

Ele estava tão distraído admirando Tania que quase não notou os machucados. Havia um arranhão na testa e um hematoma no queixo, marcas que o incomodavam profundamente.

Tania ergueu os olhos para ele e, em vez de responder, devolveu com outra pergunta:

— Quando você vai para a fábrica?

— Não tínhamos combinado para amanhã? — Valentim respondeu por instinto, mas logo franziu a testa. — Agora que você já está aqui, o que eu iria fazer na fábrica? Onde está o vaso que eu pedi?

A troca de palavras entre os dois soava extremamente familiar e íntima.

Até mesmo Karina podia sentir que Valentim tinha uma paciência fora do comum com a Srta. Vargas. Mais do que isso, por que ele sempre exibia aquela expressão orgulhosa, como um pai olhando para a própria filha?

Tania engoliu o pedaço de goiaba e deu um leve tapinha no pulso de Arthur, indicando que não queria mais. Em seguida, respondeu:

— Assim que assinarmos o contrato, o vaso será seu.

Valentim passou a língua pelos dentes de trás, apontando para ela no ar com uma mistura de resignação e carinho.

— Só você mesmo para me dar ordens. Queria ver se fosse qualquer outra pessoa!

Arthur lançou-lhe um olhar frio e impenetrável.

Valentim rapidamente desviou o dedo e acrescentou:

— Vocês dois podem me dar ordens.

Karina observava a cena, completamente perplexa com aquela dinâmica absurda.

Pouco tempo depois, Tania levantou-se do colo de Arthur e puxou uma cadeira de vime ao lado para se sentar.

Valentim a observava com os olhos brilhando, como um pai coruja. No segundo seguinte, olhou para o homem à sua frente e ergueu uma sobrancelha.

— Arthur, você se lembra de quando eu contei, anos atrás, que havia conhecido uma menina em Mianmar?

Arthur tinha uma vaga lembrança do assunto. Ele ergueu os olhos preguiçosamente, batucando os dedos na mesa com leveza.

— Aquela menina... de quem você queria ser padrinho?

O homem deu ênfase à palavra menina, com um sorriso sarcástico brincando em seus lábios finos. Ah, então ele queria ser o padrinho de Tania?

Valentim deu uma risada sem graça. Esticou a mão para pegar o maço de cigarros à sua frente e limpou a garganta.

Capítulo 958 1

Capítulo 958 2

Capítulo 958 3

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