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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 110

Ele olhou para Jorge, mas percebeu que o outro já havia entrado no elevador junto com Sabrina.

Jonas franziu a testa ligeiramente; essa foi a primeira vez que sentiu raiva de Jorge Cavalcanti.

Olhando para os funcionários à sua frente, ele só pôde dispensá-los com um gesto de mão:

— Estão liberados, voltem ao trabalho.

Depois disso, ele não subiu, mas foi direto para fora da empresa.

Ao chegar à sua vaga exclusiva no estacionamento e ver o seu Porsche Panamera, foi surpreendido por si mesmo: em meio àquela irritação e depressão extremas, sua mente invocou, instintivamente, a imagem arrojada de Alice consertando o carro para ele.

Um sentimento indescritível fez seu coração bater de forma descompassada.

— Merda, eu devo estar ficando louco! Louco! — Ele se xingou, entrou rapidamente no carro e pisou fundo no acelerador.

No entanto, o clima de desolação dentro da Horizonte não durou muito.

Naquela mesma tarde, o Instituto de Pesquisa Alberto Almeida divulgou uma notícia bombástica.

O Laboratório de Osciladores Quânticos faria uma conferência de relançamento na sexta-feira da semana seguinte. A reunião seria conduzida pela nova Diretora do Centro de Pesquisa do instituto.

Ao mesmo tempo, o Laboratório anunciaria uma licitação pública para formar parcerias com empresas que atendessem aos requisitos. No dia da conferência, seriam reveladas as condições e as qualificações específicas para participar.

Essa notícia causou um alvoroço instantâneo nos círculos acadêmicos e científicos.

O impacto não se deu apenas pela reabertura do laboratório, mas pela profunda curiosidade em torno da nova diretora: a líder nomeada pelo Sr. Alberto Almeida contra todas as opiniões divergentes finalmente revelaria seu verdadeiro rosto ao público.

Como a conferência estava marcada para a sexta-feira seguinte e o laboratório havia sido reiniciado recentemente, Alice passou quase todos os dias trancada no espaço de testes. Totalmente alheia ao mundo exterior, focava unicamente nos equipamentos e nos parâmetros da tela do computador.

Assim ela se manteve até sexta-feira, quando lembrou repentinamente que os documentos de seu divórcio ainda estavam com o seu velho mentor.

Como assistente de Alice, Catarina Yunes a acompanhou fielmente durante os últimos dias, trabalhando dia e noite. Catarina estava preparada para virar mais uma noite em claro, até que notou Alice guardando as coisas para sair.

— Diretora, a senhora já vai? — perguntou ela.

Alice assentiu:

— Sim, já viramos várias noites seguidas. Vamos encerrar mais cedo hoje. Vá para casa, tenha um bom fim de semana. Você trabalhou muito duro nos últimos dias.

Finalmente, ela podia se despedir daquele casamento fracassado de uma vez por todas.

— Vá, não demore. Entregue os documentos a ele esta noite e corte os laços de vez. — disse o Sr. Alberto, encostado na cabeceira da cama.

A mão de Alice segurando as certidões apertou-se ligeiramente e ela concordou com a cabeça:

— Sim, eu sei. — Ela se levantou e curvou-se profundamente diante do idoso. — Obrigada, mestre.

— Não há de quê, vá logo. — O Sr. Alberto acenou com a mão, apressando-a a ir embora.

Observando a jovem partir, o velho resmungou baixinho:

— Menina boba, quem você deveria agradecer era aquele garoto.

Logo em seguida, o Sr. Alberto franziu as sobrancelhas.

Aquele garoto não merecia agradecimento nenhum; afinal, tudo o que ele fez era a sua obrigação.

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