Ao ver Yuri Valente se aproximando, Camila, em pânico, agarrou o próprio celular para tentar escapar, mas tropeçou na cadeira atrás dela. Além de não conseguir fugir, acabou derrubando o aparelho bem aos pés de Yuri.
Yuri pegou o celular, puxou o braço de Camila com firmeza, desbloqueou a tela com a impressão digital dela e acessou o aplicativo bancário.
— Sente-se, mãe. Não se envolva. — Yara Inácio, vendo Yuri Valente usar de força física com sua filha, fechou a cara. Tentou avançar para impedi-lo, mas foi segurada por Jorge.
— Jorge! Precisa disso tudo?! Ela é sua irmã!
No entanto, Jorge Cavalcanti ignorou as palavras de Yara Inácio, pegou o celular já desbloqueado da mão de Yuri com um olhar muito sombrio.
Assim que Camila recuperou o equilíbrio e viu Jorge checando o aparelho dela, correu feito louca para tentar arrancá-lo de suas mãos.
— Segure-a, Yuri. — Jorge ordenou friamente.
Yuri deu um passo à frente e imobilizou Camila firmemente.
— Irmão! Jorge Cavalcanti! Devolve o meu celular! — Por mais que Camila se debatesse enlouquecida para tentar pegar o celular, tudo era inútil. No fim, restou-lhe gritar na direção de Jorge num acesso de fúria impotente.
Jorge Cavalcanti começou pelo ano mais antigo disponível no sistema, procurando os registros mês a mês, seguindo a data fixa em que Yuri fazia as transferências.
Porém, quanto mais ele lia os registros, mais chocado ficava, e a sua expressão ficava cada vez mais sombria.
— Camila Cavalcanti, ao longo de todos esses anos, quanto dinheiro da Alice Almeida você roubou?! — Por fim, atirou o celular na mesa, encarando Camila com os olhos cheios de ódio.
Àquela altura, Camila já havia desistido de lutar. Afinal, tudo o que não devia ser visto já fora descoberto por seu irmão.
— Chega, quanto dinheiro poderia ser? Precisava de todo esse drama? — Reclamou Yara Inácio, insatisfeita com a atitude de Jorge.


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