A respiração de Sebastião Santos era pesada e ofegante, e os olhos, sombrios, estavam cravados em Alice Almeida.
Suas mãos largas agarraram os ombros dela, virando seu corpo inteiro até que ficasse de frente para ele.
Com o olhar impenetrável, percorreu cada centímetro da jovem, da cabeça aos pés.
Ainda atordoada, Alice se sentia como um pequeno enfeite de mesa sendo manuseado de um lado para o outro por ele.
Ao constatar que não havia nenhum ferimento visível, o vinco profundo na testa de Sebastião suavizou um pouco.
— Você está bem? — perguntou ele, mesmo assim.
Ainda confusa, ela balançou a cabeça.
— Estou...
Ela, de fato, não tinha sofrido nenhum machucado, mas o que estava acontecendo com ele?
Seria uma demonstração nervosa de preocupação com ela?
— O que vocês estão fazendo?! — A voz de Bernardo Medeiros ressoou agressiva e furiosa. Com um olhar carregado de ódio para as mãos de Sebastião que seguravam os ombros de Alice, ele esbravejou enquanto corria na direção deles. — Tire as suas mãos sujas de cima dela!
Enquanto se aproximava como um touro selvagem, ele esticou a mão para puxar Alice à força e levá-la de volta.
Mas antes sequer de encostar nela, um chute veloz de Sebastião o lançou para longe.
Bernardo era magro por natureza. O golpe de Sebastião fez com que foi arremessado para trás, caindo pesadamente no chão., caindo pesadamente no chão logo adiante.
— Ahhh! — Dona Perpétua gritou horrorizada e atirou-se em direção a Bernardo. — Agressão! Não tem lei neste lugar?! Agressão em plena luz do dia!
Caído, Bernardo tossia sem parar, fixando os olhos injetados de sangue em Sebastião, que retribuía o olhar de forma arrogante, superior.
O que o infeliz não sabia era que Sebastião, medindo as consequências, não aplicara nem metade de sua força no chute.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!