Diante das perguntas da polícia, a expressão de Sabrina mudou. Com o semblante ligeiramente constrangido, ela explicou:
— Eu... eu não sou a mãe biológica dele. Eu sou a madrasta.
— Madrasta, é...
O olhar do policial tornou-se um pouco diferente. Ele observou Sabrina com um toque de escrutínio.
Percebendo isso, Sabrina se apressou em explicar:
— Embora eu seja a madrasta, minha relação com o Júlio é muito boa. O Júlio gosta muito de mim e eu também gosto muito dele. Nós dois somos exatamente como mãe e filho de verdade.
— Sendo assim, para onde a criança gosta de ir no dia a dia?
O policial continuou com a pergunta anterior.
Sabrina ficou momentaneamente sem palavras.
— Isso...
Ela não sabia!
— Eu, eu sei...
Foi nesse momento que Dona Ester respondeu:
— O Senhor Júlio costuma adorar ir à piscina aquecida do clube do condomínio, e também gosta de ir dar comida aos peixes no Lago das Carpas do Condomínio. Quanto a sair na rua, o Senhor Júlio gosta de ir à Livraria Central para comprar livros e ler. Ah... e também adora ir ao Espaço Maker de Robótica, no segundo andar do museu de tecnologia. E ele já foi ao Clube Recreativo Infantil no centro da cidade algumas vezes e gostou muito. O Senhor Júlio brincou todo feliz lá naquelas vezes.
Ao ouvir a resposta de Dona Ester, o policial encarregado pediu que seu subordinado anotasse cada detalhe e depois designou pessoas para checarem aqueles lugares especificamente.
— Como a senhora sabe de tudo com tantos detalhes?
O policial perguntou a Dona Ester.
Ester respondeu apressadamente:
— Ah... eu sou a babá desta casa. Fui contratada pela patroa, dedicada especificamente a cuidar do Senhor Júlio. Todos esses lugares foram visitados com o Senhor Júlio e a patroa no passado, e ele gostava bastante.
O policial franziu ligeiramente o cenho. A resposta de Ester ligou um alerta no policial, que tinha faro bom para investigar casos.
Ele virou-se novamente para Sabrina e perguntou:

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