A mulher que acompanhava Heloísa Lopes não continuou o assunto, mas olhou com hesitação para outra figura alta.
— Ué, irmã, por que será que o homem acompanhando aquela moça impulsiva me parece um pouco com aquele filho adotivo da família Santos?
Ao ouvir o sobrenome Santos, o olhar de Heloísa Lopes escureceu abruptamente.
O semblante da mulher também mudou, e ela se apressou em dar um sorriso sem graça.
— Devo ter visto errado...
Era de conhecimento geral que Heloísa Lopes detestava profundamente os Santos e mantinha uma postura de inimizade irreconciliável com a família.
Fora do aeroporto, o carro e o motorista que Daniel Duarte havia providenciado com antecedência já estavam à espera.
Sebastião Santos abriu pessoalmente a porta do carro para Alice Almeida.
— Entre, aonde você vai? Eu a levo.
A situação era urgente. Sem tempo para pensar em mais nada, Alice simplesmente entrou no carro e forneceu o endereço da casa de Jorge Cavalcanti.
Pelo telefone, em uma ou duas frases, nada ficaria claro. Ela precisava encontrar Jorge pessoalmente para interrogá-lo sobre toda a história da fuga de Júlio Cavalcanti de casa.
Ao ouvir o endereço, os olhos de Sebastião piscaram de leve, mas ele ainda assim ordenou ao motorista que seguisse as instruções.
Por outro lado, na casa de Jorge Cavalcanti.
A família Cavalcanti ainda estava reunida; ninguém havia partido.
Sabrina Saraiva saiu da cozinha segurando uma bandeja, servindo cuidadosamente Henrique Cavalcanti e Yara Inácio.
— Pai, mãe, bebam um chá.
Mas nenhum dos dois olhou para ela com boa vontade.
Yara Inácio, em especial, ignorou completamente a gentileza de Sabrina. Após uma noite em claro, as pesadas olheiras sob seus olhos eram impossíveis de esconder.
— Já se passou mais um dia e uma noite inteira, e não há o menor sinal do Júlio! Aonde será que esse menino foi parar!

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