— Se vai, entre no carro. Se não, fique. — Jorge estava com a mente completamente voltada para a segurança de Júlio, logo, seu tom de voz não tinha como ser amigável.
O rosto de Sabrina se contraiu, e ela correu para o banco do passageiro.
— É claro que eu vou, estou preocupada com o Júlio.
O hospital onde Júlio estava ficava nos arredores distantes de Alvorada.
Dentro do carro, Alice olhava para o mapa do GPS no painel, com o cenho franzido.
— Como o Júlio foi parar tão longe?
Aquela região, se continuassem mais um pouco, já ficaria fora dos limites da cidade.
Como um menino de apenas seis anos poderia ter ido parar tão distante e sozinho?
Jorge também percebeu o mesmo detalhe, apertando com força o volante.
Normalmente, quando uma ambulância faz um resgate de emergência, escolhe o hospital mais próximo dependendo da gravidade.
Portanto, Júlio com certeza já estava nas imediações do hospital quando o acidente aconteceu e foi levado para lá por ser o mais perto.
Mas ele era apenas um menino de seis anos, sempre levado e trazido de carro para todo lado. Não conhecia nem o caminho de casa; como diabos teria chegado até lá?
— Descobriremos quando chegarmos e conversarmos com a polícia. — Enquanto dirigia, Jorge olhou para Alice pelo espelho retrovisor.
No banco do carona, Sabrina agarrava o cinto de segurança, notando perfeitamente o olhar de Jorge pelo retrovisor. Ela comprimiu os lábios em uma linha fina.
Quando o grupo chegou ao hospital, Júlio ainda estava na sala de cirurgia.
O policial responsável pelo caso conduziu a família para a sala de espera do bloco cirúrgico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!