Ao ver a expressão perdida da Prima Célia, Yara Inácio olhou instintivamente para Alice Almeida e Jorge Cavalcanti, e depois para o Inspetor Rocha e seus homens logo atrás. Com o rosto transparecendo ansiedade, ela disse:
— A criança!
Ela agarrou a mão da Prima Célia.
— A criança que eu pedi para você cuidar todos aqueles anos atrás!
A Prima Célia soltou um "Ah!" como se finalmente tivesse entendido, e um brilho rápido cruzou seus olhos.
— A criança! A criança está aqui! Está em casa!
— Rápido! Leve-me para vê-la! — Alice Almeida aproximou-se ansiosamente da Prima Célia, com os olhos cheios de urgência.
Ela estava desesperada para ver aquela criança imediatamente, desesperada para abraçá-la!
Yara Inácio também suspirou aliviada. Primeiro, sorriu para Alice Almeida e, em seguida, olhou para o Inspetor Rocha e os outros.
— Eu não disse? A criança ainda está aqui! Foi muito bem cuidada, como uma princesinha.
Ao longo dos anos, a Prima Célia ocasionalmente lhe enviava uma foto da criança para mostrar como ela estava. No entanto, Yara geralmente dava apenas uma olhada e apagava a foto em seguida, nunca guardando nada no celular.
A última vez que vira uma foto da criança fora no final do ano passado. Perto do Ano Novo, a Prima Célia lhe enviara uma imagem. Mostrar a criança era apenas uma desculpa; o que ela queria mesmo era dinheiro.
No fundo, Yara Inácio sentia culpa, então sempre que recebia uma foto, transferia uma quantia para a Prima Célia.
Por isso, ela ainda se lembrava da aparência da menina: bochechas rosadas, duas trancinhas, usando roupinhas cor-de-rosa e sorrindo alegremente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!