Embora Henrique Cavalcanti não tivesse dito nada, sua expressão mostrava que ele concordava.
De qualquer forma, a linhagem da família Cavalcanti não podia ser confundida.
Claramente, a tática do Inspetor Rocha de pressioná-los funcionou.
O primeiro a perder a calma foi Carlos Correia. Com um olhar em pânico, ele correu até a esposa e puxou a garotinha de seis anos. — Não vamos! Nós não vamos fazer teste nenhum! Uma criança tão pequena, fazer teste para quê?! E se... e se machucarem ela com a agulha?!
Célia Correia também se aproximou apressadamente e gritou para Yara Inácio: — Yara Inácio, o que você quer dizer com isso?! Eu te ajudo a criar a criança e ainda saio como errada?! Você está suspeitando que eu sequestrei a criança?!
— Ninguém está suspeitando que você sequestrou a criança! — Yara estava ansiosa. Ela sabia que a prima havia entendido mal a intenção da polícia, mas não podia simplesmente dizer a verdade: que foi sua filha, Camila Cavalcanti, quem sequestrou a criança...
— Já que você diz que essa criança é a mesma que eu te entreguei para criar, então nos deixe levá-la para fazer o teste. Depois, eu te dou uma recompensa. — Yara sentia como se seu peito estivesse em chamas. Aquela agonia era demais para suportar.
Ela não entendia por que a reação da família da prima era tão exagerada.
— Não! De jeito nenhum vocês vão levar a criança! — Célia se colocou firmemente na frente da menina. — Se vocês não a querem, deixem-na comigo. De qualquer forma, eu a criei por tantos anos e já me apeguei. Eu continuo criando. Yara, você não precisa mais me dar dinheiro. De agora em diante, essa menina é minha neta de verdade!
— O que você está dizendo?! Eu não disse que não quero a criança, ela é minha neta, é claro que eu a quero! — Yara, a essa altura, não ousava nem pensar em dizer que não queria a neta.
Mas Célia parecia irredutível: — Mesmo que você queira, eu não vou te dar! De agora em diante, essa menina é minha neta, voltem para casa! Vão todos embora!
Dizendo isso, Célia começou a expulsar as pessoas, visivelmente alterada.
Mas como ela conseguiria o que queria? Os olhos de águia do Inspetor Rocha já estavam fixos nela. — Isso é uma investigação policial, não é vocês quem decidem as coisas! É melhor colaborarem e dizerem a verdade. Temos muitos métodos e recursos. Se esperarem até descobrirmos a verdade por conta própria, será tarde demais para vocês falarem!
Isso também era um blefe para pressionar a família de Célia.
E, como esperado, ao ouvir as palavras do Inspetor Rocha, a resistência psicológica de Carlos atingiu o limite. Ele não aguentou mais e caiu de joelhos no chão. — Eu errei... eu confesso, eu não devia ter vendido a criança... eu errei...

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