Mas, em relação àquela criança, eles realmente não tinham motivos nem meios para intervir.
Ao ver que os seguranças hesitavam, o olhar de Jorge escureceu. Ele mesmo se aproximou, agarrou o braço de Samuel e começou a arrastá-lo para fora. Exatamente como havia feito, com raiva, com Júlio Cavalcanti no passado.
— Ah! — Samuel, sendo tratado daquela forma por Jorge pela primeira vez, soltou um grito de susto. — Cunhado, me solta... me desculpe... me desculpe...
Ouvindo os choros de Samuel, o gerente sentiu pena e se apressou em segui-los:
— Sr. Cavalcanti, ele é só uma criança. Se houver algum problema, conversem com calma...
Jorge ignorou o gerente e continuou arrastando Samuel para fora.
Ele chegou até a porta da entrada, empurrou Samuel para fora e bateu a porta com toda a força.
Samuel olhou para a porta fechada, correu até ela e começou a bater sem parar:
— Me deixe entrar! Eu quero entrar! Essa é a minha casa! É a minha casa! Eu não vou embora!
A porta estava trancada firmemente e não abria de jeito nenhum.
Chorando, ele digitou a senha, mas a porta havia sido trancada por dentro e continuou sem abrir.
— Ah! — Samuel deu um grito. Seu rosto já não tinha mais aquela aparência de vítima injustiçada de antes; ele ficou com uma expressão furiosa. Com as mãozinhas fechadas em punhos, ele socava a porta repetidamente, enquanto chutava com força, alternando os pés.
— Me deixe entrar! Esta é a minha casa, é tudo meu! Me deixe entrar! Eu quero entrar! Abra a porta! Abra a porta!
O gerente e os seguranças que haviam saído junto ficaram perplexos ao ver a expressão feroz de Samuel.
Sempre que viam o menino, ele parecia obediente e sensato, seguindo comportado ao lado da dona da casa ou da babá. Ao encontrá-los, fosse um segurança ou alguém da limpeza, ele os cumprimentava timidamente, sendo completamente diferente do arrogante jovem mestre da família Cavalcanti, Júlio.
E foi por isso que o gerente havia tentado defender Samuel há pouco.
Mas agora, ao ver aquela criança agindo como se fosse outra pessoa, a expressão do gerente era um misto de sentimentos difíceis de descrever.
Deixe para lá, afinal, era um assunto particular da família Cavalcanti, e não era apropriado que eles se envolvessem demais.

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