A pergunta retórica de Jorge fez o coração de Sabrina gelar.
Ela levantou a cabeça em pânico e encontrou o olhar gélido e assustador de Jorge.
— Sr... Sr. Jorge... — Seu corpo ainda estava muito fraco. A cabeça e a maior parte do rosto estavam envoltas em ataduras, e a metade do rosto que ficava exposta estava inchada, vermelha e com feridas.
Ela ainda estava com febre, e qualquer movimento mais brusco repuxava os ferimentos em sua cabeça.
Sônia e Bernardo, que estavam fazendo escândalo até pouco antes, viraram-se ao mesmo tempo ao ouvir a voz de Sabrina.
Mas, ao verem o estado de Sabrina, ficaram pálidos de susto instantaneamente.
— Meu Deus! Meu Deus! Sabrina, o que aconteceu com você?! — Sônia correu até ela, com as mãos pairando ao redor da cabeça da filha, sem ousar tocá-la.
Bernardo também estava chocado. Seus olhos, turvos por anos de tabagismo, estavam arregalados:
— Como isso aconteceu?! Você disse que tinha um problema e não podia cuidar do Samuel, era por causa disso?!
Sônia encarava o rosto de Sabrina sem piscar:
— Acabou, o seu rosto está destruído!
Sabrina tinha duas vantagens claras e evidentes: a primeira era a sua excelente formação acadêmica, e a segunda era o seu rosto bonito.
Mas, naquele momento, a palavra "bonita" não se aplicava de forma alguma a ela.
Além das ataduras que cobriam sua cabeça e metade do rosto, o lado direito visível estava tão inchado que tinha perdido os traços normais, com a região ao redor do olho roxa e machucada. A parte branca do olho direito estava coberta por uma mancha de sangue coagulado, o que dava a ela uma aparência assustadora.
Além disso, por causa dos pontos, grande parte de seu cabelo havia sido raspada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!