Sabrina Saraiva demonstrou pânico.
— Você... você me investigou... Isso é ilegal!
— Não, eu não investiguei você. — Clara Mendes balançou a cabeça. — Eu apenas pesquisei informações sobre Jorge Cavalcanti, e tudo o que encontrei era público, não há nada de ilegal nisso. Vocês fizeram um casamento público, não foi? E sabendo muito bem que Jorge Cavalcanti já era casado e tinha esposa?
— Não é isso, foi tudo falso, nós não íamos nos casar de verdade na época...
— Chega, Sabrina Saraiva. Você sabe muito bem o que aconteceu. — Clara Mendes a interrompeu. — Lembra que Dona Heloísa disse que detesta pessoas sem escrúpulos?
A respiração de Sabrina Saraiva falhou. Ela olhou para Clara Mendes, incapaz de dizer uma palavra.
— Você teve a audácia de usar seus jogos sujos para enganar a Dra. Heloísa. Se prepare para arcar com as consequências.
Clara Mendes lançou um último olhar gélido para Sabrina Saraiva e virou-se para ir embora.
Ao chegar à porta do escritório, instruiu em tom grave:
— Não a deixem entrar, não deixem que ela se aproxime da Dra. Heloísa.
Os seguranças e a recepcionista assentiram em uníssono e passaram a observar Sabrina Saraiva com atenção redobrada.
Mais uma vez, os seguranças vigiavam Sabrina Saraiva como se ela fosse uma criminosa. Uma forte sensação de humilhação tomou conta dela de novo.
Mas, mais do que a humilhação, o que a aterrorizava era a última frase da assistente de Heloísa Lopes.
Preparar-se para pagar o preço?
Que preço?
O que mais ela poderia pagar?
Parada em frente à Lopes & Associados, Sabrina Saraiva sentiu como se tivesse caído em um poço de gelo.
Ela se arrependeu. Arrependeu-se de ter agido por impulso, de ter sido tola ao tentar se aproximar de Heloísa Lopes. Queria usála como escada para subir, mas acabou atirando no próprio pé...

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